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Ouya: uma consola Android que ainda não nos faz largar os smartphones (opinião)

Ouya: uma consola Android que ainda não nos faz largar os smartphones (opinião)

terça-feira, 15 outubro, 2013 /
Ouya: uma consola Android que ainda não nos faz largar os smartphones (opinião)

A Ouya é uma consola Android de baixo custo que ainda tem que definir um rumo se quiser tornar-se relevante dentro do segmento das consolas

"Este vídeo não é só uma análise à Ouya, mas também é uma análise àquilo que ela devia ser". No vídeo desta semana, o Chob apresenta-nos uma perspectiva um pouco mais pessoal, enquanto gamer, sobre a consola Android que alegadamente pretendia fazer estremecer os alicerces de todo um segmento dominado por consolas como a Playstation ou a Xbox.

Eis uma breve contextualização sobre a Ouya: esta consola começou a dar que falar ainda no ano passado quando a empresa responsável submeteu o seu conceito ao Kickstarter, onde se propôs reunir um financiamento de cerca de 920 mil dólares para lançar no mercado a primeira consola que corresse sobre a plataforma Android. O sucesso foi imediato e culminou em mais de 8 milhões de dólares para "arrancar" com o conceito. Somem-se os 15 milhões de dólares extra que a empresa responsável pela Ouya recebeu de fundos privados e os recursos, que inicialmente seriam limitados, abundaram.

Ouya: uma consola Android que não nos faz largar os smartphones (opinião)

Veja também: A Nossa Ouya Já Chegou!

Esta abundância de dólares não se traduziu necessariamente numa proposta superior, e de facto hoje em dia pouco se ouve falar da consola Android. Os motivos, enumerados pelo Chob ao longo do vídeo, parecem estar relacionados com a falta de um catálogo de jogos de qualidade e a falta de suporte para jogos Android bem sucedidos - é que a consola requer que os programadores desenvolvam títulos para a sua plataforma, mas o insucesso em conseguir reunir potenciais interessados parece estar a remetê-la para um plano bem mais secundário do que as expectativas iniciais fariam prever.

Apesar do seu preço acessível - 100 dólares, o equivalente a aproximadamente 75 euros - a consola ainda tem muito que evoluir de forma a tornar-se relevante dentro de um segmento dominado por nomes bem mais populares e experientes como a Sony ou a Microsoft. O público-alvo da Ouya não passa necessariamente por ser o mesmo que o da Playstation ou da Xbox, mas o tipo de consumidor mais predisposto a dar a quantia pedida pela consola parece enquadrar-se no das suas principais concorrentes.

Ouya: uma consola Android que não nos faz largar os smartphones (opinião)

Veja também: Ouya: 73% dos detentores da consola Android ainda não adquiriu nenhum jogo

Portanto: estamos perante um ecossistema ainda pobre, e com enorme necessidade de evoluir caso pretenda continuar a subsistir. Não só, mas também a qualidade da oferta existente ainda não é suficiente para cativar um maior número de novos jogadores a aderir à sua plataforma. Somem-se alguns problemas técnicos ou limitações - como o de requerer cabos de rede para fazer download de novos jogos, ou a actualização problemática referida no vídeo -, além de uma experiência de utilização que necessita urgentemente de oferecer algo de fantástico aos seus utilizadores, e o futuro da consola Android low-cost está seriamente em risco.

Enquanto conceito, a Ouya é sem dúvida uma proposta ambiciosa, interessante e fenomenal - mas o seu desenvolvimento prático está ainda muito aquém das expectativas geradas.

Ouya: uma consola Android que não nos faz largar os smartphones (opinião)

Conclusões sobre a Ouya

Um conceito deveras fenomenal, mas que ainda tem que ser aperfeiçoado. Pelo seu preço obtemos uma consola prática, com um design incrivelmente compacto e atraente. De facto, o tamanho da Ouya é a primeira característica que salta logo à vista: é assim tão pequena, chegando inclusive a ser mais pequena que os controladores. Já em relação aos comandos, a sua construção plástica faz-nos ter especial precaução enquanto estamos a jogar - tememos que, deixando-o cair por distracção, que inviabilizemos o investimento que fizemos na aquisição da consola e que não tenhamos outra alternativa a não ser tentar adquirir um novo online.

O que realmente interessa ao público-alvo da consola, contudo, é o seu ecossistema de jogos: além de ainda ser relativamente reduzido, a qualidade da oferta também é bastante questionável. Por este motivo talvez optássemos antes por continuar a acompanhar o desenvolvimento da consola até à sua segunda ou terceira geração, altura em que - a continuar vivo, o conceito - esperamos ver desenvolvimentos bem mais interessantes nesta plataforma.

Até lá possivelmente iremos continuar adeptos dos jogos Android disponíveis para telemóvel.

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