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UE cria programa de incentivo à produção de conteúdos digitais europeus

UE cria programa de incentivo à produção de conteúdos digitais europeus

segunda-feira, 25 dezembro, 2000 /
Os ministros das Telecomunicações da UE aprovaram hoje um programa de incentivo à produção de conteúdos digitais europeus na Internet para acabar com a situação de quase monopólio norte-americano na Web. Bruxelas, 22 Dez (Lusa) - Os ministros das Telecomunicações da União Europeia (UE) aprovaram hoje um programa de incentivo à produção de conteúdos digitais europeus na Internet para acabar com a situação de quase monopólio norte-americano na Web. Os Quinze manifestaram estar conscientes da importância do sector de criação de conteúdos, que emprega na actualidade cerca de quatro milhões de europeus, sobretudo em pequenas e médias empresas, mas que ainda luta contra o domínio dos Estados Unidos. O programa, com quatro anos de duração (2001-2004), quer fomentar os conteúdos digitais europeus nas redes mundiais e promover a diversidade linguistica na sociedade da informação. Este programa conta com um financiamento de cem milhões de euros, mais de 20 milhões de contos. A Comissão Europeia propôs este programa para reagir ao facto de a maioria da informação disponível na Internet ter origem nos Estados Unidos, apesar de o conteúdo digital ocupar um lugar cada vez mais importante na nova economia. Este programa vai apoiar projectos de criadores, desenhadores e distribuidores de portais na Internet, bem como serviços móveis e operadores de conteúdos profissionais que pretendam fomentar o comércio electrónico. Além disso, vai servir para incentivar os operadores de telecomunicações a terem plataformas e canais digitais que permitam aceder e fornecer informação multilingue de conteúdos. O comissário europeu para a Sociedade da Informação, Erkki Liikanen, afirmou sobre este programa que, para fortalecer a posição europeia no campo dos telemóveis, do acesso à Internet e da televisão digital, o conteúdo é essencial para que surjam novos serviços. "As empresas europeias estão muito bem posicionadas para definir serviços desenhados para as necessidades dos utilizadores do ponto de vista cultural e linguístico", acrescentou o comissário.
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