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TV Digital: Governo abre concurso dentro de dois meses

TV Digital: Governo abre concurso dentro de dois meses

domingo, 02 abril, 2000 /
O secretário de Estado da Comunicação Social, Arons de Carvalho, revelou hoje que o governo vai abrir concurso público para a televisão digital no prazo de dois meses. «Lisboa, 31 Mar (Lusa) - O secretário de Estado da Comunicação Social, Arons de Carvalho, revelou hoje que o governo vai abrir concurso público para a televisão digital no prazo de dois meses. A revelação foi feita no II Congresso da Associação Profissional Espanhola de Informadores de Imprensa, Rádio e Televisão (APEI/PRTV) que decorre desde quinta-feira em Lisboa. Arons de Carvalho adiantou que o governo espera que todo o processo para o arranque da televisão digital esteja pronto a ser uma realidade dentro dos próximos dois anos. Segundo o secretário de Estado, este é um dos campos em que se verifica ainda algum atraso de Portugal em relação à maioria dos países da comunidade europeia e que o governo está apostado em solucionar. Na sua intervenção como tutelar do sector da comunicação social portuguesa, Arons de Carvalho dissertou sobre as vantagens, malefícios e desafios da coexistência de órgãos de comunicação privados e estatais. Debruçou-se particularmente sobre a televisão estatal (RTP), que caracterizou como atravessando "uma crise de estrutura" motivada pelo sobredimensionamento. Outro factor que Arons de Carvalho considerou relevante foi o equilíbrio do serviço público, "muito dispendioso", bem como o nível de audiências, que se traduz normalmente numa "crise de legitimidade, muito contestada" devido aos baixos índices que a RTP apresenta. No entanto, salientou que as baixas audiências são muitas vezes consequência de uma produção de cariz mais cultural e de maior qualidade, dando como exemplo a quantidade de telenovelas oriundas do Brasil apresentadas nos canais privados, em contraste com as portuguesas que passam no canal do Estado. Arons de Carvalho sublinhou ainda que o governo sempre se pautou pela "desgovernamentalização" dos meios de comunicação social, exemplificando com a sua participação diminuta nos principais organismos que gerem a comunicação social estatal. E exemplificou com a RDP, em cujo conselho de administração apenas um dos três elementos é nomeado pelo governo. O secretário de Estado recorreu igualmente ao exemplo da Alta Autoridade para a Comunicação Social, órgão que considerou munido de um papel fundamental de regulação e controlo do funcionamento das instituições do sector e da liberdade de imprensa e em que dos 11 membros apenas um é representante do governo, cinco são nomeados pela Assembleia da República e os restantes entidades diversas.»
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