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Teleweb prevê investimento de 23 Mc a cinco anos na licença via rádio

Teleweb prevê investimento de 23 Mc a cinco anos na licença via rádio

quinta-feira, 26 agosto, 1999 /
A Teleweb vai investir 27 milhões de contos nos próximos cinco anos, caso receba uma das licenças da tecnologia de acesso via rádio, que começará a ser operada no próximo ano, anunciou hoje a empresa. «Lisboa, 23 Ago (Lusa) - A Teleweb vai investir 27 milhões de contos nos próximos cinco anos, caso receba uma das licenças da tecnologia de acesso via rádio, que começará a ser operada no próximo ano, anunciou hoje a empresa. O anúncio foi feito numa conferência de imprensa, no mesmo dia em que a Teleweb entregou no Instituto das Telecomunicações de Portugal (ICP) a sua proposta de candidatura à licença de utilização da tecnologia rádio para a faixa entre os 24,5 e 26,5 GigaHertz (Ghz). No projecto que apresentou, a empresa conta com o apoio de vários dos parceiros que entraram recentemente no seu capital social, designadamente a FisrtMark Communications (FMCE), o IPE e o Banco de Investimento Global (BIG). Segundo adiantou o presidente da Teleweb, Henrique Telhado, cada um dos parceiros irá dar um apoio específico à proposta da empresa, designadamente a FMCE, que é um dos operadores líderes neste mercado a nível europeu. "O IPE dará o necessário apoio institucional a esta proposta, conferindo-lhe credibilidade, enquanto o BIG será o responsável pela engenharia financeira da operação", adiantou o responsável. As participações dos novos parceiros da Teleweb - que até há pouco tempo era detida a 100 por cento pelo grupo Finantel - são de 35 por cento para a FMCE, 5,0 por cento para o IPE, 5,0 por cento também para o BIG, ficando os restantes 55 por cento na posse do anterior accionista total da empresa. Apesar da alteração da estrutura accionista, Henrique Telhado permanece na presidência da empresa, enquanto Carlos Alves continuará a ser o administrador-delegado. Inquirido sobre o valor da venda dos 45 por cento do capital vendidos aos novos parceiros, Henrique Telhado escusou-se a adiantar quaisquer números, escudando-se no acordo de confidencialidade que, segundo o próprio, rodeou a operação. Nos termos da proposta, classificada pelo presidente da Teleweb como "agressiva, competitiva e de grande qualidade em todas as suas vertentes", a Teleweb prevê aumentar o número dos seus efectivos até 400 daqui a cinco anos, altura em que terá resultados positivos, segundo adiantou Henrique Telhado. A Teleweb, caso seja uma das vencedoras da licença, pensa conseguir cobrir totalmente o território nacional daqui a 15 anos, através de 323 estações-base, embora no próximo ano já esteja em condições de cobrir os principais concelhos. Destacando que o seu objectivo é chegar a todas as empresas e casas particulares, o presidente da Teleweb adiantou ainda que nas previsões da empresa se incluem chegar às 35 mil ligações a dois megabits no 5/o ano (2005), número que aumentará para mais de 400 mil no 15/o ano. A empresa pretende ainda fazer contratos de longo prazo com os seus clientes de modo a fornecer-lhes "upgrades" grátis, bem como fornecer a uma escola por concelho um acesso grátis à velocidade de 128 Kbs. Para as infra-estruturas necessárias, a Teleweb irá aproveitar os pré-acordos já firmados pela FMCE, designadamente com a Nortel, a Siemens ou a Eriksson. Quanto aos serviços que a empresa poderá já disponibilizar a partir do ano 2000, o presidente da Teleweb destacou que, além dos que já se pensava em lançar, serão oferecidos a Internet em banda larga, serviços de voz de valor acrescentado e novos produtos multimedia. Salientando que a empresa irá avançar com o plano de investimentos mesmo que não vença a licença, Henrique Telhado adiantou que, no primeiro semestre, os resultados da empresa foram positivos, e que chegou aos 200 mil clientes. A licença a que se candidata a Teleweb destina-se a operar na rede fixa, através de uma tecnologia inovadora via rádio, que dispensa a colocação de cabos na rua para o fornecimento de serviços de telecomunicações aos clientes. Através da tecnologia FWA, como é chamada esta inovação, os operadores poderão aceder aos seus clientes, através de várias faixas de frequência e aplicações, por meio de ondas radiofónicas. Os equipamentos dos consumidores serão iguais aos actuais, estando apenas ligados por fio a uma pequena antena, que pode ser individual ou colectiva (caso dos prédios), enviando e recebendo informação de uma central-base - com capacidade de cobertura de cinco quilómetros - por via herteziana. Em concurso estão seis licenças na faixa 24,5/26,5 GHz, destinada à Internet em grande ritmo binário, à videoconferência e ao chamado "video-on-demand" e duas licenças para a faixa entre 27,5 e 29,5 GHz, a utilizar prioritariamenente na transmissão do serviço de televisão. O caderno de encargos do ICP para a atribuição de licenças para este tipo de tecnologia foi levantando por 13 candidatos: a Sonae Rede de Dados, a Maxitelsap, a Optimus, a Teleweb - que hoje entregou a candidatura - a Portugal Telecom, a E3G, a WTS, a Pluricanal Leiria, a Telecel, a Commexo, a CaboVisão e a Jazztel. A cerimónia de abertura de propostas, que será pública, ocorre na próxima quarta-feira, em Barcarena.»
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