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Reino Unido quer castigar ‘trolls’ com penas de prisão mais severas

Reino Unido quer castigar ‘trolls’ com penas de prisão mais severas

terça-feira, 21 outubro, 2014 /
Reino Unido quer castigar ‘trolls’ com penas de prisão mais severas

A legislação actual prevê penas de até seis meses de prisão para os abusadores cibernéticos. Já as novas propostas contemplam períodos de até dois anos

Reino Unido quer castigar 'trolls' com penas de prisão mais severas

*Artigo publicado originalmente no iOnline

São poucos os que gostam deles, mas já fazem parte do dia-a-dia de qualquer internauta familiarizado com secções de comentários, fóruns ou redes sociais. Os ‘trolls’, utilizadores que tendem a esconder-se sob a máscara do anonimato para efectuarem abusos sobre outros internautas, estão na mira do governo do Reino Unido, que propõe penas mais pesadas para os acusados deste tipo de comportamento online.

Chris Grayling, secretário da Justiça do Reino Unido, classifica este tipo de utilizadores como “cobardes que estão a envenenar a nossa vida nacional”, de acordo com declarações do próprio ao jornal Mail. Para ele a nova proposta de lei serve de aviso a quem perpetuar este tipo de comportamento nocivo - “arrisca-se a ficar atrás das grades por dois anos”.

As novas medidas foram inicialmente propostas em Julho. A serem aprovadas poderão quadruplicar as sentenças previstas actualmente, cuja pena máxima é de seis meses de prisão. Só que a legislação actual, além de já ter 10 anos de idade, foi proposta antes do ‘boom’ de popularidade que plataformas como o Facebook ou o Twitter sofreram entretanto.

O debate relativo a esta nova proposta deverá decorrer durante a próxima semana. Caso seja aprovada, a nova legislação deverá afectar apenas os territórios de Inglaterra e País de Gales, uma vez que a Escócia controla a sua própria legislação.

A primeira condenação por ‘trolling’ ocorreu em 2011, relata o CNET. O acusado, Sean Duffy, de 25 anos, passou 18 semanas na prisão por ser o autor de uma campanha de mensagens e vídeos abusivos direccionada às famílias e amigos de adolescentes falecidos.

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