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Compreendo
Problemas Inerentes

Problemas Inerentes

quinta-feira, 18 julho, 2002 /
 As exigências do UMTS impõe uma nova capacidade de processamento, foi a nossa aposta pegar numa estrutura idealizada e comprovada para operar em GSM e evoluir para 3G. Esta capacidade basea-se essencialmente em um conceito, o Real-Time.

"Real Time systems are the ones in which timeliness is essential to correctness". Real Time has one critical aspect: Time - Timing requirements must be identified to ensure that, in response to an event, the system performance is correct and timely. All execution paths and message traveling have defined time limits. The system response time is predictable and therefore it is synchronous.

Os operadores hoje em dia sabem que as suas arquitecturas tecnológicas estão no limite da sua capacidade de processamento de informação, sendo em muitas situações uma manta de retalhos para tentar solucionar as exigencias de GSM. A tecnologia GMS já não muito por onde evoluir, já foram exploradas todas as suas capacidades, sendo o WAP um fracasso e GPRS uma tecnologia com morte anunciada com a chegada do UMTS, a solução passa mesma por uma revolução tecnológica. A capacidade de processamento em tempo real é fundamental para manter a fiabilidade dos sistemas de informação, já que o volume de dados que serão processados/rateados em 3G será muito maior do que o volume actual, basta pensar que um poderoso sistema da terceira geração irá oferecer aos clientes uma gama completa de serviços de voz e dados - incluindo gráficos, vídeo e acesso Internet de alta velocidade. Irá ser adoptado como standart estes valores:

· Alta: Ligações de 144 Kbps quando o utilizador estiver a viajar a mais de 120 Km/h no exterior, em ambientes rurais.

· Total: 386 Kbps para peões que se estejam a deslocar a menos de 120 Km/h no exterior, em ambientes citadinos.

· Limitada: pelo menos 2 Mb com o utilizador a movimentar-se a menos de 10 Km/h, dentro de um edifício.

Para além disso, os clientes irão aceder a esses serviços onde quer que estejam e sempre que desejarem. Tudo isto só poderá ser fornecido aos clientes que as operadores tiverem a capacidade de processar toda esta informação em tempo real. Todo o acréscimo de trafego IP que virá com a inclusão da tecnologia 3G terá de ser controlado e rateado à medida por exemplo que se está a fazer um download e não como acontece hoje em dia em que o rateamento só acontece no fim da chamada (cliente com uma assinatura móvel). Novos conceitos de negócio aliados com evoluções tecnológicas com base em tempo real têm sido a força motriz por detrás desta revolução, os novos bussiness requirements tais como a convergência de planos tarifários, o controlo de crédito de assinaturas móveis, controlo mais eficaz de fraude, a geração e envio dos registos de chamada em tempo real são fundamentais. É necessário referir que todos estes novos conceitos teriam de ser implementados com impacto minimo nas arquitecturas existentes devido aos custos elevadissimos que estes sistemas de informação comportam. Por exemplo o sistema/componente mais importante numa arquitectura móvel é o módulo de billing, que comporta todo o sistema de CRM, rateamento de chamadas, integração com EAI, comunicação com agentes externos ao operador, etc, implica custos avultados, ou seja, para além do custo inicial da compra de software e manutenção do mesmo, cada vez que é necessário efectuar uma alteração mesmo que tenha um impacto minimo, são necessárias dezenas de milhões de euros para que o fabricante do software a leve a cabo. Neste mercado tudo é um negócio milionário e visto que os operadores não possuem a capacidade inventiva/tecnológica para produzir o software que sustenta uma arquitectura deste tipo quem lucra são as "Software Factorys". O que nós nos propusemos foi exactamente, com base no software existente hoje em dia existente numa arquitectura "standart", inovar de modo a que fosse possivel suportar as exigências de 3G com um impacto minimo. Após um estudo exaustivo sobre todos os componentes que constituem o sistema, o nosso primeiro objectivo foi compreender onde ainda poderia haver espaço para evoluir, o segundo foi onde estaria os obstáculos à existência de tempo real no processamento de chamadas em todo o seu fluxo no interior do sistema. A conclusão a que chegamos foi que o problema não se coloca na capacidade de processamento de todo o acréscimo de fluxo proveniente da evoluçáo para UMTS, mas sim na incapacidade do sistema de ter on-line todos os registos de chamadas que estão no momento a decorrer logo, sendo impossivel controlar efectivamente os gastos dos clientes em tempo real. Isto porque o componente responsável pela geração dos registos de chamadas quando estas se iniciam não é capaz em tempo real de gerar registos de eventos para clientes com assinaturas móveis. Essa geração é efectuada conforme a conveniência desse mesmo componente. Este problema inviabiliza qualquer tentativa de uma operadora móvel querer controlar os custos on-line ou até mesmo de implementar uma convergência de planos.

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