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Compreendo
PC vs Tablets e Smartphones

PC vs Tablets e Smartphones

domingo, 21 abril, 2013 /
PC vs Tablets e Smartphones

Na guerra dos 'PC vs Tablets vs Smartphones' os culpados parecem já ter sido encontrados. Mas existem outros factores que explicam o declínio das vendas de computadores.

Foi bem recentemente que o relatório da IDC deu conta de uma situação que já teria sido prevista anteriormente: que o mercado dos computadores pessoais se encontra em queda. Há responsáveis? Sim, há, mas serão os suspeitos 'do costume' realmente os únicos factores a termos em conta neste declínio de vendas de computadores pessoais? Não existirão excepções à regra?

Empresas como a HP e a Acer, fabricantes de computadores de renome, foram dois dos nomes mais afectados dentro deste segmento de mercado, com quedas de vendas significativas, acima dos 20% anuais. De facto não é de estranhar que todo o segmento se encontre 'em pânico' se tivermos em conta que o último ano mais baixo de que há memória, em termos de vendas de computadores, foi em 1994. O que e que aconteceu entretanto?

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Aplicações iOS num Apple iPad, cortesia do PGI Blog

Primeiro, os culpados mais óbvios: os tablets e os smartphones. São mais baratos, são mais pequenos, são mais práticos e são mais acessíveis - à partida - do que um computador clássico. Mas será a ascensão destes mercados o único culpado pela queda dos computadores? Os dados que a IDC divulgou na primeira quinzena deste mês parecem atribuir culpas também à Microsoft e ao Windows 8, que considera ter sido mais prejudicial do que benéfico para esta indústria. A razão? O Windows 8 ser direccionado para o mobile, o qual requer uma nova curva de aprendizagem que muitos dos utilizadores de PCs não estão dispostos a ter. Por outro lado, a nova geração de computadores com ecrãs que suportam gestos touch só veio encarecer um segmento que à partida já apresentava sinais de estagnação, o que também poderá ter contribuído para tornar este mercado ainda menos atractivo para os consumidores.

Comparativamente, as vendas dos tablets terão registado em 2012 um crescimento homólogo de 78,4%, o que se traduziu na venda de 128 milhões de unidades. E sabem que mais? Não vão ficar por aqui: as previsões da IDC - mais optimistas que as da ABI Research - relativamente a 2013 apontam para que as vendas atinjam os 190 milhões de unidades, o que face ao ano passado seria um crescimento de quase 48,7%. O mercado dos smartphones também deverá crescer, embora de uma forma menos imponente  - espera-se um aumento de 27,2% e vendas na ordem das 918,5 milhões de unidades.

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Por outro lugar, a crise também pode explicar este decréscimo nas vendas. O que nos leva à Lenovo, talvez a única fabricante de computadores do mundo que não parece ter sido muito afectada - embora não possa exibir sinais de crescimento - por esta 'tempestade mobile'. As quedas na venda de computadores parecem ter sido verificadas sobretudo em mercados como a Europa, os EUA e o Japão, que são mercados desenvolvidos.

E onde é que o sucesso da Lenovo, em termos de vendas, se continua a verificar? Em mercados como o Brasil ou até mesmo a China, sede da empresa, onde a procura por novos computadores é mais elevada do que nos mercados mencionados anteriormente. Uma estratégia que deverá replicar-se de forma semelhante no segmento dos smartphones. Mas também parece haver um motivo, associado à própria estratégia da empresa, que contribui para diminuir as hipóteses de 'se dar mal': segundo a Business Week, a Lenovo 'fabrica quase um terço dos seus produtos in house, o que lhe permite inovar e trazer essas inovações rapidamente para o mercado', ao mesmo tempo que lhe permite 'depender menos de fábricas que também estão a fabricar computadores para os seus concorrentes'.

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