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Operadores abastecem-se em Portugal

Operadores abastecem-se em Portugal

terça-feira, 22 março, 2005 /
Operadores abastecem-se em Portugal Alcatel fornece conteúdos a partir do nosso país. O director-geral da Alcatel Portugal assinalou, em entrevista à Agência Lusa, que aqueles serviços, no âmbito do Mobile Kiosk, estão alojados em servidores na sede da Alcatel Portugal, no concelho de Cascais, e podem ser utilizados por clientes de operadores móveis em todo o mundo.

Apesar de o serviço Mobile Kiosk ter começado há pouco mais de seis meses, a Alcatel conta já com clientes em países tão diversos como a Irlanda, Chipre, Filipinas, Iémen ou Tahiti, afirmou António Neto. Este responsável sublinhou que os operadores de telefonia móvel de grande dimensão desenvolvem geralmente as suas próprias plataformas e que o mercado alvo do Mobile Kiosk é constituído por operadores de pequena dimensão ou em fase de arranque, que podem dispor de aplicações e conteúdos com «elevado nível de robustez e fiabilidade» sem necessidade de investimento inicial.

António Neto assinalou que os conteúdos fornecidos pela Alcatel a cada operador móvel, em regime de Aplication Service Provider (ASP, fornecimento de aplicações e serviços à distância através de Internet ou outra rede de comunicações) são localizados, isto é, traduzidos e adaptados a cada país. No caso de Chipre, a Alcatel recebe as notícias de uma agência noticiosa cipriota, coloca as notícias classificadas por temas no seu servidor e os clientes do operador em Chipre têm acesso a essas notícias, observou.

Precisa-se: produtores nacionais

A proposta de valor da Alcatel é disponibilização em regime ASP de um conjunto de aplicações e serviços que os operadores podem escolher, com a possibilidade de lhes acrescentarem conteúdos locais, e que podem ser disponibilizados aos clientes do operador por Internet, SMS ou MMS.

António Neto salientou que a solução proposta pela Alcatel não implica investimentos, tem custos operacionais reduzidos, permite uma rápida disponibilização dos serviços e conduz a um aumento do ARPU (receita média por cliente) pelo acréscimo do número de serviços oferecidos.

O director-geral da Alcatel assinalou que cerca de uma dezena de software house portuguesas produzem conteúdos para o Mobile Kiosk, estranhando que não haja mais empresas nacionais a produzirem conteúdos para um serviço cujo alvo é o mercado mundial. A propósito, assinalou que a Alcatel em Portugal tem uma parceria com a SIC, que permitiu apresentar jogos interactivos a três dimensões na SIC Radical, que podem ser jogados por várias pessoas em simultâneo a partir de telemóvel ou telefone fixo, uma ideia que surgiu em Portugal e está no portfólio internacional da Alcatel.

António Neto destacou que esses jogos interactivos, em que os jogadores pagam uma chamada normal, permitem a inserção de publicidade a marcas, estando a Alcatel a trabalhar em jogos deste género para canais temáticos, dirigidos para determinados grupos de interesses.

Por outro lado, o director-geral da Alcatel revelou que o projecto do Mobile Kiosk em Portugal foi possível porque a Alcatel decidiu, nos últimos anos do século XX, instalar no país competências na área das redes móveis, sendo inaugurado em 2001 um centro de assistência mundial a todas as redes GSM (segunda geração móvel) da Alcatel. Este centro inclui uma série de plataformas de testes que permitem replicar os problemas detectados nas redes, acrescentou.

António Neto recordou que, em 2002, a Alcatel abriu em Portugal o primeiro «Reality Center» da Europa para a terceira geração móvel, que implicou um investimento superior a 10 milhões de euros. E observou que aquela iniciativa permitiu criar competências na área da integração de aplicações para redes móveis e catalizou a capacidade de oferta de serviços aos operadores móveis, viabilizando a oferta do Mobile Kiosk a partir de 2004.
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