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Compreendo
NEC à conquista dos EUA

NEC à conquista dos EUA

terça-feira, 16 abril, 2002 /
A japonesa NEC saltou para as luzes da ribalta com a NTT DoCoMo. A Europa está praticamente controlada, faltam agora os EUA. Não há dúvida que a NEC saltou para as luzes da ribalta com o i-mode da NTT DoCoMo. Principal fornecedor na primeira fase da terceira geração japonesa - vencendo e deixando "ko" o seu mais directo rival, a Matsushita -, a NEC vira-se agora para os outros mercados endinheirados e sequiosos de experimentar as maravilhas da 3G das comunicações móveis.

A confiança nos responsáveis da empresa é tão alta que o ataque ao mercado norte-americano vai ser feito quase em simultâneo com o europeu. E pode dizer-se "quase" porque no final do ano passado, a NEC conseguiu um contrato com o operador britânico Hutchinson 3G de um milhão de aparelhos com suporte para UMTS. Um acordo conseguido numa altura em que a casa mãe da Vodafone vinha dizer a público que a terceira geração europeia corria o risco de se atrasar por falta de...telemóveis. Prognósticos, aliás, que se vinham a confirmar como verdadeiros, no caso concreto da Sonera, operador noruguês, que já tem a sua rede pronta a usar.

A NEC está em crer que os seus modelos de ecrã grande e a cores, com câmaras incorporadas e ligações à internet disponíveis poderão fazer as delicias dos clientes europeus e norte-americanos mais exigentes. Aliás, modelos esses que já puderam ser comprovados pelos alemães da E-Plus, empresa subsidiária da holandesa Royal KPN NV.

Mas não é só a NEC que pisca o olhos aos europeus. Também a Toshiba, a Mitsubishi, a Sharp e a Panasonic tentam a sua sorte no velho continente, onde ainda reina o GSM e o GPRS começa a uniformizar-se por todos os países da região.

A viragem para o mercado norte-americano deve-se muito ao facto da grande maioria dos operadores estar a abandonar o TDMA (sistema de comunicações móveis usado) para se dedicarem ao GSM e GPRS. Ora, a uniformização dos sistemas significa uma poupança de investimento, não só na criação como na própria produção dos aparelhos. No entanto, um outro sistema continua a dominar as redes móveis nos EUA: o CDMA. Aliás, a Sharp anunciou recentemente a sua primeira grande encomenda de exportação, aquando da assinatura de um contrato com a Verizon Wireless, uma joint venture entre a Verizon Communications e a britânica Vodafone.

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