NOTA! Este site utiliza cookies e tecnologias similares.

Se não alterar as configurações do seu navegador, está a concordar com a sua utilização.

Compreendo
Jovens não se sentem preparados para futuro digital

Jovens não se sentem preparados para futuro digital

quarta-feira, 28 janeiro, 2015 /
Jovens não se sentem preparados para futuro digital

As conclusões são da Accenture, baseadas num inquérito realizado a 5 mil jovens no Reino Unido


Tanto eu como o leitor fazemos ideia - sabemos, aliás - que o futuro é incontornavelmente digital. E a não ser que a celebração do analógico adquira contornos particularmente extremos durante os próximos anos, tudo sugere que o digital veio mesmo para ficar. Até encontrarmos algo melhor.

Os nossos jovens também sabem disso. De facto, e à luz das conclusões de um estudo que a Accenture divulgou esta semana, tudo indica que as suas expectativas para o futuro tecnológico são bastante optimistas. O que não significa que se sintam preparados para o enfrentar.

Permita-me explicar: o estudo da Accenture focou-se sobretudo nas expectativas de empregabilidade dos jovens (12 a 17 anos) dentro do mercado digital. A esmagadora maioria (75%) acredita que há oportunidades de emprego neste sector.


Em jeito de contraste, 65% não está confiante que o seu programa escolar actual seja capaz de fornecer as competências necessárias para este futuro. Isto é uma percentagem muito significativa.

Ou seja: se por um lado temos uma consciência optimista em relação ao futuro proporcionado pelas tecnologias digitais, do outro há bastante desconfiança em relação à competência do actual sistema educativo para prepará-los para esse futuro.

Os dados da Accenture também são expressivos no que diz respeito às expectativas de empregabilidade que este sector apresenta aos jovens:

• Metade dos entrevistados (2500 de um universo de 5 mil) acredita que a economia digital os vai ajudar a conseguir o seu emprego de sonho
• 67% vão candidatar-se a novas oportunidades (originadas com a evolução da área digital - como data scientists, por exemplo)


Ou seja: à luz do estudo da Accenture, há toda uma geração conectada, socialmente ligada, que sente não estar a obter as competências necessárias para aproveitar estas novas oportunidades.

« É positivo que os jovens se sintam motivados pelas novas oportunidades na área digital, mas o facto de acharem que não estão a ser devidamente formados neste sentido é preocupante. Esta é a próxima geração de profissionais e o futuro das empresas está nas suas mãos », comenta Pedro Lopes, Managing Director responsável pela Accenture Digital em Portugal.

« Sabemos que as ofertas de emprego vão ser diferentes no futuro, como resultado do crescimento digital, e parece que, ainda que positivas, as mudanças nos programas escolares, tais como a introdução de cadeiras de programação, podem não ser suficientes. Precisamos de dar aos jovens a confiança necessária para poderem dar o seu contributo em organizações que querem tornar-se fundamentalmente digitais ».


Mas o que significa trabalhar na Era Digital? Neste aspecto, as expectativas parecem ser positivas em relação às ferramentas digitais:

• 51% acreditam que serão mais produtivos
• 49% acreditam que serão mais criativos
• 54% acreditam que será possível trabalhar a partir de qualquer localização


Na perspectiva dos pais

Não são só os jovens que se sentem com expectativas elevadas em relação ao emprego digital, mesmo que ainda seja necessário trabalhar a componente das competências necessárias. Também os seus pais depositam enorme confiança neste futuro.

• Os pais acreditam que vão garantir mais oportunidades profissionais (74%)
• 78% acreditam que os empregos vão ser melhorados

« De forma a retirar todo o potencial da sua capacidade de trabalho, as organizações precisam de aumentar as tarefas criativas e automatizar as mais processuais », conclui o executivo da Accenture Portugal.

« As tecnologias digitais têm a capacidade de transformar o mundo pessoal e o mundo profissional, permitindo que exista mais flexibilidade e selecção na forma como trabalhamos, mas fundamentalmente permite que haja mais opções sobre as tarefas que desempenhamos. As organizações necessitam de se assumir como facilitadores digitais, assegurando aos potenciais colaboradores que as suas vidas vão ser melhoradas, porque a empresa implementou as tecnologias adequadas ».


3,332