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Jornalista anonymous preso

Jornalista anonymous preso

sexta-feira, 23 janeiro, 2015 /
Jornalista anonymous preso

Um jornalista com ligações à rede internacional de hackers Anonymous foi ontem preso.


Internacionalmente conhecida, a rede de hackers Anonymous tem a fama de se insurgir no meio cibernauta em protesto contra as injunstiças de que a sociedade no geral é vítima. Desde sites de agências bancárias, passando por sites de forças policiais e de vários governos, os integrantes do grupo Anonymous já invadiram um pouco de tudo.

Com várias, chamemos-lhes "facções" um pouco espalhadas por todo o globo, não é segredo a forma como o grupo actua. É através dos chamados ataques DDOS (Denial of service attack), que consistem num acesso massivo à página atacada até que a mesma se sature e interrompa os serviços, que os Anonymous demonstram a sua revolta.

Como toda e qualquer organização que trabalha na sombra, a mesma tem de ter algumas fontes de forma a conseguir arrancar o máximo de informação possível dos seus alvos. Uma dessas fontes que dá pelo nome de Barrett Brown, um jornalista que serviu muitas vezes de porta-voz não oficial do grupo, foi hoje preso. 

Barret-Brown

Barret chamou a atenção das forças policiais depois de colocar à disposição um link direccionado para ficheiros roubados em 2011 à Stratfor, uma organização de inteligência norte-americana. Mas isso foi apenas o início.

Em 2012 e já depois de se ter conseguido ver livre das acusações de que foi alvo no ano anterior, devido ao link que espalhou por vários canais no IRC, Barret voltou a ter a polícia à porta. Desta feita, o jornalista tinha gravado vários vídeos a ameaçar o agente do FBI Robert Smith, devido à sua envolvência no caso.

Após travar um acordo com os advogados, Barret Brown acabou por se declarar culpado das acusações de obstrução à justiça, ameaças via internet e de servir de cúmplice para o acesso não autorizado a um computador protegido. A conclusão do caso culminou numa condenação a 63 meses de prisão efectiva, assim como ao pagamento de uma coima de 900 000 dólares. 


FONTE: Cnet


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