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Entrevista a Nuno Parreira, Head of Division da área Mobile da Samsung Electrónica Portuguesa

Entrevista a Nuno Parreira, Head of Division da área Mobile da Samsung Electrónica Portuguesa

quinta-feira, 17 novembro, 2011 /
Entrevista a Nuno Parreira,  Head of Division da área Mobile da Samsung Electrónica Portuguesa

Nuno Parreira, Head of Division da área Mobile da Samsung Electrónica Portuguesa, respondeu a algumas questões do Telemoveis.com.

Quais as principais novidades da Samsung para breve?

A curto prazo, como já apresentámos ao mercado, vamos lançar o Samsung Galaxy Note que será o nosso produto flagship para este Natal. Esta novidade caracteriza-se, essencialmente, pelo lançamento de uma nova categoria no mercado móvel que está entre os smartphones e os tablets. Ou seja, o Galaxy Note não é um smartphone nem é um tablet.

É, antes, um dispositivo que combina as melhores funcionalidades de ambos e que ainda as alia às características intrínsecas de um bloco de notas – graças à incorporação de uma S pen. Em suma, posso afirmar que o Galaxy Note reúne as principais vantagens da tecnologia wireless de diversos dispositivos móveis, mas num único equipamento.

Nuno Parreira-Head-Division-Mobile-Portugal-02

A Samsung é uma das fabricantes responsáveis pelo enorme sucesso do Android. No entanto também tem um sistema operativo próprio. Como vê o futuro dos smartphones Bada? O que diferencia o Bada OS de outros sistemas operativos?

O Bada é um OS mais leve, programado e dominado pela Samsung. Ora, isto permite-nos maior flexibilidade na produção de smartphones, além de conseguirmos ser muito mais rápidos no desenvolvimento de terminais móveis, por não necessitarmos de um third party para a certificação dos produtos. Por isto, conseguimos responder com maior rapidez às necessidades do mercado e despendendo de um investimento menor.

Por estas razões, vamos continuar a utilizar o Bada - que acreditamos ter tendência para crescer, tornando-se capaz de rivalizar com outras plataformas.

Apesar da predominância do iPad, os tablets Galaxy da Samsung também são bastante populares. Como é que a Samsung vê o segmento dos tablets? Será apenas uma moda ou vieram para ficar?

Nos últimos dez anos, vários tablets foram lançados no mercado mas, por ventura, sem grande sucesso. Isto diz-nos que, para vingar, um tablet não precisa, apenas, de hardware. Para conquistar o cliente final um tablet tem que ser capaz de satisfazer as suas necessidades, oferecendo-lhe algo que permita acrescer algum significado ao consumidor.

Ou seja, não basta ter um ecrã táctil, há que trabalhar e desenvolver muito bem os conteúdos. E a Samsung conseguiu visualizar esse cenário e desenvolvê-lo muito bem. Percebemos a tendência, percebemos o que o consumidor procurava num tablet, e conseguimos implementar uma estratégia que lhe oferece isso e ainda mais.

Sabemos que é difícil, a curto prazo, atingir a liderança nesta área mas queremos manter o posicionamento elevado que já alcançámos, um posicionamento ao nível da concorrência. Ainda que este seja um segmento com alguma limitação, e que demorará cerca de 3 / 4 anos a massificar-se, achamos que é uma tendência que vai persistir.

Entrevista a Nuno Parreira, Head of Division Mobile da Samsung Electrónica Portuguesa

Os smartphones com suporte 3D também começam a dar que falar, mas a Samsung tem permanecido relativamente silenciosa neste aspecto. Existem planos para apostar no 3D? Há novidades previstas para breve?

A Samsung acredita que ao lançar um novo produto móvel para o mercado, esse equipamento deve ser diferenciador e capaz de acrescentar significado ao consumidor final. Algo que justifique, ao consumidor, despender um valor por esse telemóvel. Na nossa opinião, a tecnologia 3D não é o caso.

O 3D ainda é uma tecnologia em ascensão em Portugal e acreditamos que ainda não chegou o momento de a transpôr para o segmento dos smartphones. É uma tecnologia que está a dar os seus primeiros passos nos televisores. Até à data a tecnologia 3D, em televisores, continua a conquistar o seu espaço no mercado e acreditamos não ter chegado, ainda, o momento de a trazer para o segmento dos smartphones. Posso afirmar que, a curto/médio prazo, a Samsung não prevê qualquer produto 3D no seu portfolio.

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