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Ecrãs QHD em smartphones

Ecrãs QHD em smartphones

quinta-feira, 19 junho, 2014 /
Ecrãs QHD em smartphones

Os ecrãs QHD já chegaram aos smartphones, e trouxeram com eles resoluções muito superiores ao convencional Full HD

Ecrãs QHD em smartphones

QHD - O QHD, ou Quad High Definition, é uma resolução com quatro vezes mais píxeis do que o HD tradicional (720p). Isto traduz-se em 2560 x 1440 píxeis em ecrãs com proporção de tela 16:9. É importante não confundir este formato com o qHD - com o primeiro 'q' em letra minúscula -, que equivale a uma resolução de 960 x 540.

O QHD foi inicialmente desenvolvido como um formato de transmissão e armazenamento de HDTV, e remonta inclusive ao final dos anos 80, ou seja, está bastante longe de ser uma novidade. De facto, antes do primeiro iPhone ter sido introduzido em 2007, já o primeiro televisor LCD de resolução QHD havia sido oficialmente anunciado, na altura com 47 polegadas.

A sua standardização, contudo, só começou a ocorrer mais recentemente. Em 2012 já era possível encontrar alguns computadores portáteis equipados com ecrãs de resolução QHD, mas só no final de 2013 é que se começou a transpor para o segmento dos smartphones. Esta tendência, contudo, arrancou verdadeiramente nos dispositivos móveis em 2014 - prova disso são os inúmeros lançamentos anunciados, juntamente com os lançamentos ainda por ocorrer, que estão agendados ao longo do ano.

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QHD e 4K - Ambas as resoluções tendem por vezes a ser confundidas, mas o QHD não é igual ao 4K - esta última é uma tecnologia mais recente e que só agora é que começa a tornar-se mais acessível em segmentos como o dos televisores. No caso dos smartphones só se encontra presente na medida em que estes conseguem gravar vídeos com aquela resolução.

Porquê smartphones QHD - A questão desta resolução ser realmente necessária ou não parece dividir opiniões. Algumas opiniões parecem crer que esta tecnologia não está tão relacionada com as necessidades práticas dos utilizadores de smartphones, mas antes com o desejo geral dos consumidores em quererem ter cada vez mais características novas nos seus aparelhos. A experiência de utilização, que nos últimos anos passou a destacar fortemente a componente multimédia nestes aparelhos, tornou-se mais significativa - o que poderia ajudar a explicar o motivo dos ecrãs serem cada vez mais proeminentes, especialmente em gamas elevadas, onde a resolução e o tamanho andam de mãos dadas.

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Isto não significa que o QHD seja realmente necessário para os smartphones. Alguns líderes de indústria (como a Huawei) estão inclinados para acreditar que o QHD já é, em si, uma tecnologia desnecessária para o segmento. O motivo está pela crença de que os utilizadores não conseguem, a olho nú, distinguir entre o QHD e o mais convencional Full HD num ecrã de proporções bem mais limitadas do que o de um tablet, computador portátil ou televisor.

Esta opinião, claro está, não é partilhada por todos. A LG, que apostou no QHD no seu mais recente topo-de-gama (LG G3), acredita que esta é a resolução que vai acabar com a competição pelos melhores ecrãs do mercado. Segundo uma investigação da empresa relativamente à indústria da impressão, avançou online o TechRadar, os livros de arte de alta resolução têm páginas cuja impressão equivale a aproximadamente 540 ppi, ou píxeis por polegada - uma densidade de grande qualidade, superior à actual densidade standard para as gamas altas do mercado (que é uma média de 441 ppi em diversos topos-de-gama da actualidade, como o Galaxy S5 ou o HTC One M8, entre outros).

Esta densidade de píxeis pode ser igualada por ecrãs QHD, e a LG também acredita que pode melhorar a reprodução de cores e a leitura de textos em dispositivos móveis. A grande questão, contudo, parece permanecer - são estes detalhes assim tão importantes? Ou serão antes nuances?

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Impacto do QHD nas baterias - Um dos maiores receios em relação à standardização desta tecnologia em smartphones está no impacto que irá ter nos consumos de bateria dos smartphones. Os ecrãs QHD e 4K irão certamente requerer muito mais energia do que um Full HD, além de que uma maior quantidade de píxeis irá ter impacto em características como o brilho do ecrã. Com quatro vezes mais píxeis do que um ecrã HD (720p), é expectável que a autonomia de bateria sofra algumas consequências - ainda que o seu impacto exacto não esteja 100% claro, uma vez que é uma característica que parece estar sujeita a variantes como a fabricante e o modelo em questão.

Os desafios, claro está, não se limitam às fabricantes de smartphones - nomes como a Qualcomm, que fabricam processadores para estes dispositivos, têm pela frente cada vez mais desafios em lidar com os consumos de energia nestes aparelhos.

Standardização do QHD - Esta é uma resolução que está a tornar-se mais comum (só este ano deverão 'chover' lançamentos de topos-de-gama com ecrãs com esta resolução). Caso a tendência venha para ficar, será de esperar que no futuro esta tecnologia se torne mais acessívei - não só no segmento dos smartphones, mas também no dos computadores portáteis ou até mesmo no dos televisores, por exemplo.

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