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Comunicações no Século XXI -Consumidores querem novos serviços mas preocupam-se com os custos

Comunicações no Século XXI -Consumidores querem novos serviços mas preocupam-se com os custos

sábado, 28 outubro, 2000 /
Comunicações no Século XXI -Consumidores querem novos serviços mas preocupam-se com os custos Os preços, a segurança nas transacções electrónicas e o impacto dos equipamentos na saúde são os factores que mais preocupam os consumidores portugueses no acesso às telecomunicações e aos produtos de convergência que têm vindo a surgir.

«Os preços, a segurança nas transacções electrónicas e o impacto dos equipamentos na saúde são os factores que mais preocupam os consumidores portugueses no acesso às telecomunicações e aos produtos de convergência que têm vindo a surgir. De um modo semelhante, mostram possuir um conhecimento deficiente dos meios de reclamação postos à sua disposição.
Por outro lado, os consumidores inquiridos declaram-se entusiasmados com os novos serviços de correio electrónico e de acesso a informações diversas que a terceira geração móvel potenciará. Na mesma bitola, mostram-se receptivos à possibilidade de aceder a emissões de televisão digital com melhor qualidade de som e imagem, mais canais e serviços interactivos em tempo real.

Estas são algumas das conclusões que se podem retirar no inquérito sobre "As Comunicações no Século XXI", realizado este ano pelo Instituto das Comunicações de Portugal (ICP) e pela Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO).

O custo dos serviços é a preocupação mais vezes mencionada pelos consumidores inquiridos, transformando-se, por isso, no mais importante factor de acessibilidade às inovações tecnológicas. Tanto é assim que a maior parte das respostas aponta para a contratação individual dos serviços como o modelo preferido, em detrimento da adesão a pacotes de serviços ou da oferta de descontos.
O próprio entusiasmo na aquisição de novos produtos é condicionado pelos preços por 60% dos inquiridos. O mesmo sucede com a adesão a novos serviços (53%) e com o acesso às plataformas de televisão digital (67%).
O interesse na integração de vários equipamentos não foge a esta regra: ela é tanto ou mais interessante quanto permitir a redução de custos. É essa, pelo menos, a resposta de 45% dos inquiridos.
Também na Internet a redução dos preços de acesso constituiu um factor valorizado por 66% das respostas.

O comércio electrónico, por seu turno, foi valorizado pela comodidade e facilidade que permite. Ainda assim, 14% dos inquiridos não se mostraram receptivos à aquisição de bens pela Internet e 22% não transmitiram qualquer opinião. Estes últimos correspondem, sobretudo, aos indivíduos mais velhos, com escolaridade mais baixa e níveis de rendimento inferiores.
Dos restantes, aqueles que mostram interesse no comércio electrónico, mais de metade (60%) mostraram-se apreensivos com a segurança nas transacções. A ausência de contacto directo com os produtos (44%) e o fornecimento de dados pessoais (32%) são, também, fonte de preocupação. No que respeita a este último ponto, mais de metade das respostas (53%) apontou para a pouca disponibilidade na divulgação dos dados.

Quando aplicado às novas plataformas multimedia, caso da televisão digital terrestre ou das redes móveis terceira geração, o interesse dos indivíduos participantes no inquérito encaminha-se para a possibilidade de pesquisa de informação e interacção em tempo real.
No caso específico das comunicações móveis, o interesse recai sobretudo no acesso a informações diversas (65%) e a correio electrónico (43%). O apoio de populações com necessidades especiais, o teletrabalho, o entretenimento e a videoconferência parecem ser razão para menos expectativas.

Estas expectativas, todavia, não deixam de contrastar com o relativo desconhecimento dos meios de reclamação existentes para cada um dos serviços incluídos no inquérito: telefonia fixa, telefonia móvel,
Internet e televisão. Ainda assim, os inquiridos mostram conhecer muito melhor os meios de reclamação do serviço fixo de telefone - 34% declaram conhecê-los - do que os meios postos à disposição para os restantes serviços. O caso extremo observa-se com a Internet, em relação à qual apenas 8% dos inquiridos declarou saber a quem reclamar.
Constata-se ainda que 10% dos inquiridos afirma desconhecer como reclamar do serviço fixo de telefone.

Entre o universo inquirido, a posse de televisão, telefone móvel e telefone fixo é generalizada. De um modo geral, nove em cada dez inquiridos declarou possuir estes aparelhos. O televisor é o equipamento mais popular, tanto que a generalidade dos indivíduos declarou possuir dois ou mais televisores. Só 18% dos agregados possui uma única televisão, não ultrapassando os 5% aqueles que não possuem nenhuma.

A situação é seguida de perto pelos telemóveis. De todos os agregados familiares analisados, apenas 11% não possui nenhum equipamento do género. A maior parte das famílias (39%) afirma possuir dois terminais.

Já a presença de computadores em casa dos portugueses está longe de atingir o mesmo nível de desempenho: 56% dos inquiridos declarou possuir um computador e 15% dois computadores. Deste universo, porém, apenas 40% afirma assinar o serviço de Internet.

A maior parte dos inquiridos enquadra-se num perfil de classe média, são residentes nos grandes centros urbanos, possuem um nível de formação superior ao da escolaridade obrigatória e apresentam um perfil de consumo e de acesso aos serviços de telecomunicações e de audiovisual acima da média. Foram aceites 29 mil respostas, representativas de idêntico número de agregados familiares.
 

O inquérito completo está disponível, a pedido, ou através do endereço: http://www2.icp.pt:8081/converge/resconsulta.pdf»

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