NOTA! Este site utiliza cookies e tecnologias similares.

Se não alterar as configurações do seu navegador, está a concordar com a sua utilização.

Compreendo
One more thing

One more thing

segunda, 28 março, 2016 /
One more thing

A mítica frase que ficou célebre por anteceder o anúncio de produtos inovadores

 

*Imagem: Tim Cook - © Forbes

 

Dia 21 de Março foi dia de Apple Keynote. De há alguns anos para cá que tento sempre ver os keynotes em directo ou, mais tarde, no site da Apple.

Comecei a vê-los ainda o Steve Jobs liderava a empresa e eram momentos de magia. Ilusionismo maioritariamente, mas ainda assim magia. Nunca se sabia o que ia acontecer ao certo.

 

Havia algumas fugas de informação, protótipos que apareciam perdidos em vários cafés, mas havia uma grande dose de suspense. De tal forma que a mítica frase “one more thing...” ficou célebre por anteceder o anúncio de produtos inovadores.

Foi durante este período mágico que a aura de mística que ainda envolve a Apple apareceu e cresceu.

 

A Apple, especialmente desde o regresso do Steve Jobs, é especialista  em criar ou melhorar os seus produtos para que se tornem objectos de desejo com uma legião de fãs.

Aliás, mais do que fãs são embaixadores da marca, defendendo-a contra os críticos e haters. Ora bem: dia 21 fiquei algo desiludido e preocupado.

 

Não tenho dúvidas que o iPhone SE e o iPad Pro, anunciados dia 21, têm a qualidade digna da marca. No entanto foi impossível não reparar em dois comportamentos.

Primeiro: uma tentativa demasiado esforçada em atacar a concorrência, com um tom demasiado dogmático que não fica bem uma empresa líder - e que também não captou a simpatia da plateia.

 

One More Thing

Anúncio de um novo iPad, em 2012 © Mike Deerkoski/Flickr

 

E foi um tiro no pé porque a Apple atacou o universo Windows dizendo que ter um computador Windows com mais de 5 anos era triste.

A verdade é que muita gente tem o seu Mac há bem mais do que 5 anos. Também será isto triste?

 

Poderá o leitor pensar: “ok, mas os Mac são mais bem construídos e mais consistentes que a maioria dos computadores Windows."

Este argumento é possível, mas o melhor teria sido a Apple não entrar por este caminho.

 

Em segundo: a falta de produtos revolucionários, ou pelo menos de produtos que pareçam novos.

Fica a pergunta no ar: ”até quando esta vaca irá dar leite?

Porque, hoje em dia, todas as gamas de iPhone e iPad já vão em várias gerações.

 

Melhores processadores, melhores gráficos, melhores câmaras é bom, mas não parece novo e os consumidores questionam-se se vale a pena actualizar o seu iPhone ou iPad.

Poderá a Apple estar a perder a sua identidade? Em demasiadas ocasiões fica no ar a ideia que são mais seguidores do que líderes.

Espero que não, porque toda a gente gosta de um bom número de magia - pode ser que o iPhone 7 faça o truque.

 

3,137