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5(+1) tendências tecnológicas para 2016

5(+1) tendências tecnológicas para 2016

quarta-feira, 10 fevereiro, 2016 /
5(+1) tendências tecnológicas para 2016

Estas São As 5 Principais Tendências Tecnológicas Para 2016. Com Um Bónus.

 

*Imagem: Flickr/Games Weasel

 

E... já lá vai um mês! Janeiro já passou e, agora que já há menos ruído em torno do que nos espera em 2016 e do que nos deixou 2015, e já passada a CES'16 (a Consumer Electronics Show em Las Vegas é a maior feira do mundo sobre gadgets e tecnologia), é uma boa altura para opinar sobre o que aí vem.

Aliás, sobre o que poderá vir. Porque isto de falar de tendências tecnológicas tem o seu quê de futurologia, e todos sabemos que essa não é das ciências mais exactas.

 

A esta altura duas questões devem estar a pairar-vos na mente:

 

Mas ele não começa?
Porque raio 5+1 e não 6? Deve ter alguma mania...

 

Permitam-me que explique.

Pelo que tenho acompanhado na WWW, entre as publicações especializadas e algumas opiniões, há várias tendências consensuais - e dessas destaco cinco. E para além destas há uma semi-tendência à qual dou alguma atenção por ser ligeiramente disruptiva.

Agora que o enquadramento está feito, vamos lá ao que interessa.

Para mim estas são as tendências mais relevantes para este ano:

 

1. Integração Total
2. IoT (Internet of Things)
3. Ecrãs Dobráveis
4. Smart Cars
5. Realidade Virtual vs Realidade Aumentada
5+1. Tecnologia Retro

 

Tendências Tecnológicas Para 2016

Imagem: Flickr/Marco Goran Romano

 

Antes de vos explicar melhor cada uma destas tendências, quero referir que genericamente atravessamos um período de evolução e não de revolução, isto é, não temos nenhum gadget que seja genuinamente novo - assistimos é à evolução de tecnologia que já tem alguns anos.

E embora todos os anos sonhemos com o iPhone que vai mudar tudo, a verdade é que dificilmente teremos nos próximos tempos algo que não seja uma melhoria incremental (melhor ecrã; mais capacidade; melhor processamento; menos peso e espessura).

Quanto às tendências, são conceitos que já vêm sndo maturados há algum tempo e que atingiram agora o ponto de massificação.

 

1. Integração Total

 

Esta será talvez a tendência mais abrangente e vaga de todas, pois está relacionada com todas as que vêm a seguir.

Apesar de termos um portátil, um smartphone, um tablet, uma smart TV, um smartwatch ou uma qualquer combinação destes equipamentos, a verdade é que cada vez menos o foco está no hardware, mas sim nos conteúdos. Nos nossos conteúdos pessoais, nos conteúdos que consumimos via streaming e nas nossas partilhas sociais. A maioria das nossas interações digitais são estas.

Portanto não é de estranhar que assistamos a uma evolução dos sistemas operativos (SO) desktop e mobile no sentido de optimizar e potenciar este fenómeno. Assistimos um futuro/presente em que teremos as nossas contas Netflix, iTunes, Spotify, Gmail, Facebook, etc, em que o hardware é apenas um ponto de acesso. Basta ler uma impressão digital e temos o nosso perfil personalizado.

Claramente há uma nuvem a pairar que está a ligar tudo isto.

 

"Cada vez menos o foco está no hardware, mas sim nos conteúdos"

 

2. IoT (Internet Of Things)

 

Provavelmente um dos palavrões do momento. A Internet das Coisas, resumindo, não é mais do que a interconectividade entre todos os equipamentos que possuímos. Literalmente todos. Desde os que referi em cima ao frigorífico, à casa (iluminação, termóstatos, som ambiente), ao carro, aos medidores corporais e até à cidade onde vive.

Tudo caminha para o ponto onde estaremos sempre ligados e com controlo sobre o nosso portfólio de gadgets.

A cultura maker que começa a passar do nicho para a ribalta é um produto deste fenómeno. Utilizar "low-tech", solda, sensores e impressão 3D para conectar e "robotizar" alguns aparelhos vai ser algo cada vez mais comum.

Este tema é vasto e relativamente pouco explorado, pelo que espero voltar com mais conteúdo sobre o assunto.

 

Tendências Tecnológicas Para 2016

Imagem: Flickr/Perspecsys Photos

 

3. Ecrãs Dobráveis

 

Na última década e meia assistimos a uma escalada impressionante em termos de capacidade de resolução, espessura, resistência e quantidade de ecrãs que usamos. Fomos do CRT ao OLED em 4K, fazendo pelo meio um pequeno desvio pelo 3D, e provavelmente passamos a grande parte do nosso dia a olhar para um.

Mas mais uma vez estamos perante melhorias incrementais, mais do mesmo - só que melhor.

 

Ora bem, parece que isso está para mudar. Os gigantes coreanos LG e Samsung já vêm a ameaçar há um par de anos, mas parece que 2016 vai ser o ano em que veremos pela primeira vez alguns protótipos muito avançados de equipamentos com ecrãs que se dobram ou se estendam.

Penso que a revolução não será este ano, mas 2016 é definitivamente o ano em que é dado um passo importante para a consolidação desta tecnologia, que terá a capacidade, por exemplo, de esbater as fronteiras entre equipamentos.

Imaginem um smartphone com um ecrã de 4" que se desdobra num tablet de 10". Quanto a vocês não sei, mas eu espero por esse dia.

 

4. Smart Cars

 

Numa época em que tudo é "smart", era uma questão de tempo até os carros o serem também.

A verdade é que estamos no advento de uma era revolucionária para os automóveis. Hoje em dia é frequente ver um Tesla passar na rua e os híbridos são hoje os turbo diesel de há 15 anos. E nunca se falou tanto de carros autónomos como no último ano. Foram várias as empresas a divulgarem os seus projectos e timings para o tema, e todas apontam para a volta de 2020 já haver carros autónomos.

 

O que é certo é que temos hoje em dia várias tecnologias que tornam os carros mais seguros, mais eficientes e a experiência de condução dos passageiros muito mais interessante. Todos os dias os carros estão melhores.

Ainda não podemos recriar o iRobot, mas já não falta muito (PS: acabei de ver um vídeo deum homem a chamar o seu Tesla através do Apple Watch - é o futuro hoje).

 

 

"A RV cria um mundo no qual podemos navegar, enquanto a RA aumenta e melhora a interação com o ambiente que nos rodeia"

 

 

5. Realidade Virtual vs Realidade Aumentada

 

Como alguns de vocês sabem, o crowdfunding do Oculus Rift foi um enorme sucesso e parecia que o conceito estava de volta depois do boom do início dos anos 90.

Quando o Facebook se chegou à frente e comprou a empresa, a comunidade tech ficou na expectativa para saber qual seria o desenrolar da novela. Na edição da CES deste ano, foi finalmente comunicada a data e o preço de lançamento do produto final. Sai a 28 de Março e custa 599 dólares.

Desde que o renascimento do VR começou com a Oculus Rift, várias empresas já começaram a entrar no barco - nomeadamente a HTC e a Sony.

 

Ao mesmo tempo têm vindo a disseminar a Realidade Aumentada. A RV cria um mundo no qual podemos navegar, enquanto a RA aumenta e melhora a interacção com o ambiente que nos rodeia. Foi com esta tecnologia que a Microsoft fez parte do seu regresso à relevância tecnológica, ao apresentar no ano passado - sem que ninguém previsse - o Hololens.

Agora que os produtos chegam a bom porto, está instalado o debate sobre as reais potencialidades da RV. Será apenas para gaming ou entretenimento, ou terá algum impacto na forma como interagimos com os nossos equipamentos?

Em contrapartida, várias são as vozes que afirmam que a RA é o pesso que se segue em termos de interactividade, proporcionando uma melhor gestão da informação disponível na época da omni-informação.

 

Tendências Tecnológicas Para 2016

Imagem: Flickr/Merlijn Hoek

 

5(+1). Tecnologia Retro

 

Confesso que há um toque pessoal nesta escolha.

O que é certo, e que foi visível na CES, é o regresso definitivo do vinil e das "polaroid". Várias marcas como a Sony e a Technics apresentaram gira-discos de última geração que permitem integração digital. E parece que atingiu as mmassas o regresso da fotografia "polaroid", que havia sido iniciado pela Fuji há cerca de quatro anos.

Curioso ver que, como numa altura de bits e bytes, há vontade de voltar ao físico, ao palvável, ao genuíno. Mesmo que não seja a tecnologia mais avançada é mais real e humana, exactamente por não ser perfeita.

 

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