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Publicidade em websites pornográficos: o derradeiro tabu?

Publicidade em websites pornográficos: o derradeiro tabu?

quinta-feira, 12 setembro, 2013 /
Publicidade em websites pornográficos: o derradeiro tabu?

Facebook? Google? Twitter? Porque não fazer antes publicidade num website pornográfico? Conheça quem fez e saiu a ganhar

Geralmente quando falamos da indústria da publicidade online, nomes como Google, Facebook e até mesmo o Twitter surgem naturalmente no nosso imaginário por se tratarem de gigantes do segmento da publicidade na internet. Um segmento incrivelmente lucrativo, mas que tende a ignorar o "lado negro" do mercado - o da publicidade em websites pornográficos (um conceito irónico se tivermos em conta este estudo da InsightsOne).

A Eat24.com é uma cadeia de entrega de comida dos EUA que, tendo necessidade de publicitar os seus serviços a um custo relativamente baixo, por insuficiência de fundos de investimento não teve outra alternativa se não publicitar os seus serviços num dos líderes da pornografia online. De acordo com a empresa, o risco foi compensado com um retorno bastante mais elevado do que o esperado e a preços mais acessíveis do que no segmento "mainstream".

Publicidade em websites pornográficos: o derradeiro tabu?

Websites como o Pornhub, a título de exemplo, recebem por mês cerca de 14.9 milhões de visitantes únicos, segundo os dados estatísticos da Quantcast. Estes números são superiores ao tráfego gerado por websites como a BloomBerg ou o Wall Street Journal juntos. De facto, e de acordo com o Business Insider, cerca de 30% do total do tráfego da internet é proveniente de websites com conteúdo adulto.

É claro que existem contrapartidas menos positivas: uma marca associada a conteúdo pornográfico pode prejudicar a sua imagem, excepto se for - como a Eat24 rapidamente descobriu - publicidade a outros websites pornográficos ou a suplementos vitamínicos para o sexo masculino.

"Os espectadores que viram os anúncios não estavam, naturalmente, propriamente vestidos para saírem em público, e muito provavelmente teriam desenvolvido apetite. Por outras palavras, eram os clientes perfeitos para encomendar a partir conforto das suas próprias casas", refere a Business Insider em referência à estratégia da Eat24.

Publicidade em websites pornográficos: o derradeiro tabu?

A campanha revelou ser um sucesso: a publicidade em websites de conteúdo adulto proporcionou à Eat24 três vezes mais impressões do que o Facebook, Google e Twitter combinados. E tudo por apenas 10% dos custos. Em 90% dos casos foi a primeira vez que tiveram contacto com a Eat24.

Em tempos de crise, poderia a publicidade em websites pornográficos revelar-se uma alternativa rentável para certos nichos de mercado? É certamente uma jogada arrojada. O que acha do conceito? Seria capaz de publicitar em websites com conteúdo adulto? Deixe-nos a sua opinião!

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