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Compreendo
Optimus e optimismo

Optimus e optimismo

sexta-feira, 06 setembro, 2002 /
O presidente da Optimus, António Casanova, prevê um aumento da quota de mercado da operadora 93, ainda este ano, para os 23 por cento. Mas a confiança da Optimus não se fica por aqui. No mesmo depoimento, Casanova admite querer passar do terceiro lugar, que a sua operadora actualmente ocupa, para a liderança das comunicações móveis em Portugal. "Temos planos claros de um dia vir a liderar este mercado", justificou.

Actualmente com 22,3% dos clientes móveis nacionais, a Optimus aposta tudo num crescimento económico sustentado, mas sem nunca perder de vista o obectivo imediato de "ganhar quota de uma forma marginal".

Na verdade, as razões para este optimismo podem, num ápice, tornar-se num autêntico pesadelo para António Casanova. É que a Optimus, pela primeira vez no segundo trimestre deste ano, conseguiu que as receitas superassem as despesas. Mas se o prazo de 31 de Dezembro se mantiver como data limite para a entrada do UMTS como sistema comercial, então o investimento na rede será o bilhete de regresso aos tempos de cash-flow negativo. O próprio presidente da Optimus afirma que só estão montadas 40 antenas para comunicações 3G. As restantes 650 estão no chamado stand-by, embora Casanova garanta que em três meses tudo fica operacional.

Contudo, a Optimus defende que o melhor seria ponderar-se outro adiamento, uma vez que os terminais UMTS ainda não apareceram no mercado e... sem carros, não vale a pena construirem-se estradas!
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