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OMS quer mais investigação sobre os efeitos para a saúde

OMS quer mais investigação sobre os efeitos para a saúde

quarta-feira, 28 junho, 2000 /
A OMS afirmou hoje que é necessário mais investigação para avaliar os riscos que a utilização de telefones móveis pode provocar na saúde dos seus utilizadores. «Genebra, 28 Jun (Lusa) - A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou hoje que é necessário mais investigação para avaliar os riscos que a utilização de telefones móveis pode provocar na saúde dos seus utilizadores. A agência de saúde das Nações Unidas anunciou que os estudos sobre a relação entre as radiações emitidas pelos telemóveis e os riscos de cancro na cabeça e pescoço se vão prolongar por mais três ou quatro anos, considerando que até lá não se justifica a introdução de legislação de segurança. Em muitos países, como Portugal, cerca de metade da população utiliza telefones celulares. Segundo a indústria do sector, o número de utilizadores mundiais deverá atingir os 1,6 mil milhões em 2005. "Devido ao número crescente de utilizadores de telemóveis, mesmo pequenos efeitos secundários podem ter implicações muito graves na saúde pública", indica o comunicado da OMS. No entanto, a organização de saúde sublinha que "a informação científica actualmente disponível não aponta para a necessidade de precauções especiais na utilização dos telefones celulares. "Se as pessoas estão preocupadas podem, por exemplo, limitar a sua exposição ou a das crianças às radiações, diminuindo o tempo das chamadas ou utilizando dispositivos Àmãos-livresÈ que permitem afastar o aparelho da cabeça e do corpo", indicou o comunicado. A OMS, em colaboração com a Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro, coordena actualmente estudos (com conclusão prevista para 2003) em dez países para identificar a existência de relações entre o uso de telefones móveis e o cancro da cabeça e pescoço. Alguns estudos científicos demonstraram que o uso de telemóveis provoca alterações na actividade cerebral e nos padrões de sono. A OMS desvalorizou estas descobertas, considerando os efeitos são "pequenos e sem consequências para a saúde".»
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