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Microsoft : Bill Gates explica-se na imprensa portuguesa

Microsoft : Bill Gates explica-se na imprensa portuguesa

sexta-feira, 07 abril, 2000 /
A Microsoft publicou hoje na imprensa portuguesa um anúncio de página inteira no qual garante ter base legal para sustentar um recurso da decisão dos tribunais norte- americanos que a condenam por práticas monopolistas. «Lisboa, 07 Abr (Lusa) - A Microsoft publicou hoje na imprensa portuguesa um anúncio de página inteira no qual garante ter base legal para sustentar um recurso da decisão dos tribunais norte- americanos que a condenam por práticas monopolistas. "Embora acreditemos que temos uma base legal sólida para um recurso, continuamos a procurar novas oportunidades para solucionar este caso, pondo fim à acção judicial", pode ler-se no anúncio, em língua portuguesa, assinado pelo "patrão" da Microsoft, Bill Gates, e pelo presidente do gabinete Executivo, Steve Ballmer. A Microsoft diz respeitar a decisão do tribunal, mas discorda da mesma, acreditando que o "sistema judicial (norte) americano irá afirmar - como fez no passado - que as condutas da Microsoft têm sido simultaneamente legais e benéficas para os consumidores". Num gesto de contrição, Bill Gates assume que a liderança atingida pela empresa informática "traz oportunidades e responsabilidades", enaltecendo os largos benefícios que a actividade da Microsoft proporcionou a milhões de consumidores. "O caso apresentado pelo Governo norte-americano baseia-se no pressuposto de que não deveríamos ter sido autorizados a desenvolver novas versões do Windows que incluíssem suporte para a Internet", pode ler-se no anúncio. Se as tentativas da Microsoft para terminar com a acção judicial falharem, a empresa garante ter suporte legal para contestar a decisão judicial. "O nosso recurso irá referir uma decisão do Tribunal de Apelação, datada de 1998, a qual confirmou o direito de a Microsoft incluir funcionalidades Internet no Windows para benefício dos consumidores", acrescenta. A justiça norte-americana considerou no início da semana que a Microsoft viola as leis anti-monopólio, uma decisão considerada histórica e que para muitos preconiza o fim do império do homem mais rico do mundo.»
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