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Harlem Shake: quanto tempo mais pode durar?

Harlem Shake: quanto tempo mais pode durar?

quarta, 13 março, 2013 /
Harlem Shake: quanto tempo mais pode durar?

O fenómeno viral do momento, o Harlem Shake, pôs o mundo "Youtubizado" a dançar. Mas por quanto mais tempo?

Os fenómenos virais na Internet são cada vez mais difíceis de explicar. Antes do trono actual ser ocupado pelo Harlem Shake, o Gangnam Style foi o acontecimento do ano passado. O mais complicado de compreender é a origem dessas novas "trends" de que o Youtube é palco e as luzes da ribalta são as potenciais milhões de visualizações.

Mas o que é o Harlem Shake? Esse é o tema do DJ e produtor americano Baauer que misturou vários géneros musicais como o hip-hop e o dubstep. Em Fevereiro, algo de absolutamente inusitado aconteceu quando um grupo de australianos dançava ao som dessa música no quarto. O fenómeno começa quando um indivíduo inicia a coreografia, mas quando o ritmo da música aumenta todas as pessoas à volta começam a dançar de forma frenética.

Harlem Shake: quanto tempo mais pode durar?

Praticamente todos os dias saem vídeos com cópias dos "tremores do Harlem". Já mais de 80 mil vídeos postados estão relacionados com o Harlem Shake. A ideia parece inofensiva, basicamente são pessoas extrovertidas a mostrar a sua descontracção ao som de uma música. No entanto para alguns indivíduos a réplica do shake já causou alguns dissabores.

Na semana passada na África do Sul, 15 mineiros foram despedidos por dançarem debaixo da terra durante o turno. A empresa alegou que os trabalhadores puseram em causa a segurança na mina. Na Tunisia uma escola classificou o comportamento dos alunos como sendo imoral depois de estes dançarem ao som do Harlem shake.

Harlem Shake: quanto tempo mais pode durar?

Estes dois casos suscitaram polémica na opinião pública. Muitos sul-africanos defenderam que os mineiros não deviam ter sido despedidos por trinta segundos de divertimento. Falemos agora de coisas distintas. O Harlem Shake é algo despretensioso e serve para entreter as pessoas. Como em todas as modas é passageiro e vai naturalmente diluir-se no tempo.

Não interessam as pessoas envolvidas e as suas consequências. As pessoas focam-se no fenómeno que será o acontecimento da Internet do ano até ao momento em que aparece outro. Os "conclaves cibernaúticos" são rápidos e simples, o povo escolhe, - com o clique consegue destruir ou criar. - Na internet não há tempo para cerimónias fúnebres. A questão que nos colocamos é: Qual será o próximo fenómeno viral? Até pode ser um de nós a criá-lo.

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