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Delegação PT chega hoje a Bissau para discutir situação da Guiné Telecom

Delegação PT chega hoje a Bissau para discutir situação da Guiné Telecom

sexta-feira, 25 junho, 2004 /
A delegação da operadora de telecomunicações portuguesa irá discutir, durante três dias, a situação da Guiné Telecom. A delegação da operadora de telecomunicações portuguesa será chefiada pelo administrador para a área de investimentos internacionais da PT, Álvaro Roquette Morais, e integra ainda a administradora Conceição Leal, acrescentou a mesma fonte. A chegada da delegação da PT, accionista maioritária da Guiné Telecom, a Bissau está prevista para o princípio desta tarde, sendo ainda hoje recebida pelo novo primeiro- ministro, Carlos Gomes Júnior. Segundo o ministro guineense dos Transportes e Comunicações, Rui de Araújo estão criadas todas as condições para que haja um entendimento em relação à Guiné Telecom (GT), empresa envolvida em litígio nos últimos cinco anos. Em causa está a extinção da Guiné Telecom pelo anterior governo guineense. De acordo com fontes da actual administração da GT, constituída apenas por quadros guineenses, vários aspectos da vida da operadora irão sofrer alterações profundas. Uma dessas alterações corresponde à repartição do capital social da operadora, que passará a ser detido em 60 por cento pelo Estado guineense e os restantes 40 pela Portugal Telecom (PT). Desde a sua fundação em 1989, a GT é detida pela operadora portuguesa em 51 por cento, e em 49 por cento pelo Estado guineense. A nova estrutura do capital social na GT foi discutida durante as negociações realizadas em Bissau, em Janeiro, nas quais as duas partes alcançaram um "acordo de princípio", adiantaram as mesmas fontes. De acordo com as fontes, não deverá haver qualquer impedimento, da parte dos accionistas guineenses, para que a presidência do conselho de administração da GT tenha membros da operadora portuguesa. Durante os três dias de negociações entre a delegação da PT e as autoridades guineenses deverão ser assinados novos protocolos que vão definir novas regras para um novo contrato de concessão e de exploração da empresa, que "será mais limitado no tempo", acrescentam. O actual contrato de exploração, entretanto, denunciado de forma unilateral pelo governo do deposto presidente guineense, Kumba Ialá, previa 20 anos de duração, terminando em 2009. Há um grande optimismo junto da actual administração da GT para que as duas partes cheguem a um entendimento final já no sábado e assinem um novo acordo para as novas bases do sector das telecomunicações na Guiné-Bissau. A delegação da PT-Ventures deverá regressar a Lisboa na próxima segunda-feira.
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