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Deco Proteste publica estudo sobre o fornecimento de Internet

Deco Proteste publica estudo sobre o fornecimento de Internet

sexta, 25 setembro, 2009 /
Deco Proteste publica estudo sobre o fornecimento de Internet Ligações falhadas e dificuldade em contactar o apoio ao cliente são dois dos problemas mais importantes no uso da Internet. Este estudo revela as preferências dos utilizadores e as suas maiores queixas. Publicado na Deco Proteste, apresentamos um pequeno resumo deste estudo.

Internet em PortugalTMN, Kanguru e Sapo lideram as tentativas, mal sucedidas, de acesso à Internet, enquanto a Cabovisão e Zon mostram mais dificuldade em atender aos pedidos de ajuda dos clientes. Não é por acaso que estes quatro operadores, globalmente, menos agradam aos seus utilizadores. Em contrapartida, a TVTel lidera na satisfação. Numa época em que não ter Internet é uma forma de exclusão, uma boa ligação ocupa um lugar central na vida de um número cada vez maior de pessoas.

Um bom fornecedor é um factor importante para os quase 5 milhões de utilizadores de Internet, segundo dados recentes da Anacom, a Autoridade Nacional das Comunicações. Há já estudos que prevêem que, em 2010, o consumo de Internet ultrapasse o da televisão tradicional.

Grandes empresas concorrem ferozmente por um lugar ao sol no mundo do acesso à rede. Na sequência de queixas da Sonaecom e da Oni, no início de Setembro deste ano, a Autoridade da Concorrência obrigou a Portugal Telecom e a Zon a pagar coimas de 45 e 8 milhões de euros, respectivamente. Razão: abuso de posição dominante nos mercados grossista e retalhista de acesso à Internet de banda larga, entre Maio de 2002 e Junho de 2003. As duas empresas vão exigir a anulação da decisão em tribunal.

Meo, TVTel, Vodafone e ARTelecom são as operadoras que mais inquiridos recomendam com toda a certeza. Aqui, a TMN mantém-se de pedra e cal em último lugar: é o fornecedor que mais utilizadores não aconselham aos seus amigos. Ligações falhadas e lentas são os principais motivos a gerar insatisfação nos clientes. Algo de idêntico se passa com outras operadoras, como Kanguru, Sapo e Zon.

Segurança preocupa cibernautas
Embora cada vez mais alguns dos assuntos do dia-a-dia sejam resolvidos on-line, desde pagamentos até questões sentimentais, há um ponto crucial para quase metade dos que navegam: partilhar informação com utilizadores que desconhece, bem como que empresas acedam aos seus dados para fins comerciais. Outras inquietações, além dos vírus e dos piratas, ensombram esta relação: a falta de controlo sobre a informação enviada, que alguma informação pessoal possa ter efeitos negativos no futuro e abrir e-mails com anúncios ou janelas pop-up.

Redes Sociais
Ligados a toda a hora

Navegar ocupa cada vez mais o nosso tempo: 74% dos nossos inquiridos fazem-no em sua casa. As razões de queixa dos nossos operadores são significativas pela pouca fiabilidade e pelo preço excessivo que cobram. Aliás, mesmo com computador, a principal razão apontada para não terem Net é o facto de os custos serem muito elevados. Todos os dias, de manhã à noite, mais de 9 horas por semana em frente ao ecrã do seu computador caseiro e, logo a seguir, no trabalho: mais de 60% dos portugueses que responderam utilizam a Internet diariamente. São sobretudo os homens que dedicam mais tempo à vida on-line. Por semana, contabilizam-se, em média, 14 horas para o sexo feminino, e 18, para o masculino.
Quanto mais jovem o utilizador, mais prolongado é o tempo "ligado". No grupo entre os 18 e os 29 anos, são 18 horas semanais, o que pode ser considerado um bom amortizador do preço mensal da ligação. A partir dos 30 anos, a utilização decresce para 15 horas.

Socializar em linha
A Internet influencia hábitos e comportamentos e introduziu novas matizes nas relações interpessoais. Há muito que deixou de ser apenas uma fonte de informação:é um meio de nos relacionarmos social e comercialmente. Mais significativo é o facto de, entre a totalidade dos portugueses que nos responderam, 40% manterem um perfil numa rede social, como o Facebook, hi5 ou My Space. Há uma nova geração de utilizadores on-line que já merece, um pouco por todo o mundo, estudos de psicologia e a sociologia. Conhecer pessoas on-line não é um fenómeno generalizado: situa-se nos 4,5 por cento. Mas para quem conheceu alguém via redes virtuais, 17% marcou um encontro e considera-o uma experiência positiva. Na maioria das vezes, o resultado foi uma amizade, mas em 14% dos casos, houve um envolvimento amoroso. Já em15% dos casos, o encontro não se repetiu.

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