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Contra todas as expectativas, a Internet de banda larga continua a crescer na UE

Contra todas as expectativas, a Internet de banda larga continua a crescer na UE

quarta-feira, 18 novembro, 2009 /
Contra todas as expectativas, a Internet de banda larga continua a crescer na UE Segundo um relatório hoje publicado pela Comissão Europeia, 24% da população da UE dispunha, em Julho de 2009, de uma linha de acesso de banda larga, o que representa um aumento face aos 21,6% contabilizados em Julho de 2008. Com mais de 11 milhões de novas linhas fixas instaladas num ano, a implantação da Internet de banda larga continua a crescer na Europa. Segundo um relatório hoje publicado pela Comissão Europeia, 24% da população da UE dispunha, em Julho de 2009, de uma linha de acesso de banda larga, o que representa um aumento face aos 21,6% contabilizados em Julho de 2008. O relatório mostra também que a banda larga móvel está a ganhar força na Europa, tendo crescido 54% desde Janeiro e atingindo actualmente uma taxa de penetração de 4,2% dos cidadãos. Merece ainda referência o facto de as ligações de banda larga à Internet na Europa serem cada vez mais rápidas. 80% das linhas de banda larga na UE oferecem actualmente débitos de 2 Mbps (megabits por segundo) ou superiores (viabilizando a utilização de aplicações Web 2.0 e de vídeo em fluxo contínuo), o que representa um aumento de 5% em relação ao ano passado. «Apesar do abrandamento económico, a Europa continua a ter um mercado da banda larga muito dinâmico. O aumento da concorrência faz melhorar os serviços e os consumidores vêem hoje o acesso em banda larga à Internet como um elemento essencial da sua vida», afirmou a Comissária Europeia Viviane Reding, responsável pelas Telecomunicações. « Eis um bom ponto de partida para a próxima Comissão Europeia. A existência de mercados da banda larga de elevado débito dinâmicos no mercado único e concorrencial das telecomunicações constitui uma prioridade estratégica da agenda digital europeia que está ser preparada na Comissão. A banda larga de elevado débito, através de redes de fibra ou sem fios, constitui um pré-requisito para uma economia digital forte na Europa e para uma liderança europeia nas novas tecnologias e aplicações. Tendo o Parlamento Europeu e o Conselho aprovado, em 5 de Novembro, um novo quadro regulamentar pró-concorrência para os mercados das telecomunicações na Europa ( MEMO/09/491 ), espero que a implantação da Internet de elevado débito se intensifique em todos os Estados-Membros. A Europa está claramente pronta para fazer da próxima década uma década plenamente digital.» Os novos dados publicados hoje pela Comissão mostram que, no ano passado, o número de linhas de banda larga continuou a aumentar em toda a UE a um ritmo médio de 10,7% (entre Julho de 2008 e Julho de 2009), apesar do contexto económico sombrio. Em 1 de Julho de 2009, havia cerca de 120 milhões de linhas de banda larga fixas na UE, das quais 11,5 milhões tinham sido instaladas desde Julho de 2008. A Dinamarca e os Países Baixos continuam a ser líderes mundiais na penetração da banda larga, tendo perto de 40% da população uma ligação de banda larga, mas a taxa de crescimento está a diminuir, por se estar já próximo da saturação. Nove países da UE ( Dinamarca (37,3%), Países Baixos (36,2%), Suécia (31,3%), Finlândia (30,7%), Luxemburgo (28,8%), Reino Unido (28,4%), França (27,7%), Alemanha (27,5%) e, agora, também a Bélgica (27,5%) ) estão acima dos EUA, onde a taxa de penetração da banda larga se situa nos 25,8% e o seu crescimento diminui, de acordo com as estatísticas de Maio de 2009 da OCDE . O Luxemburgo (+18,3%) e Portugal (+11,7%) apresentam em 2009 taxas de crescimento superiores às de 2008. A parte de mercado dos operadores históricos de telecomunicações na UE mantém um valor médio estável de cerca de 45% (os valores mais elevados são 80%, em Chipre, e 67%, no Luxemburgo e na Finlândia, e o mais baixo é 27%, no Reino Unido). No entanto, o controlo pelos operadores históricos dos mercados da banda larga (incluindo a revenda grossista de linhas) está em declínio estrutural, em benefício da concorrência através da infra-estrutura (essencialmente mediante a desagregação do lacete local, que permite o acesso de terceiros à rede). Os lacetes locais plenamente desagregados e as linhas de acesso partilhado representam 71,4% das linhas de assinante digitais (DSL), quando essa percentagem era, há um ano, de 65,2%. O crescimento do número de lacetes locais desagregados, embora mais lento do que no ano passado, ocorre em detrimento da revenda, um tipo de acesso com baixo nível de investimento utilizado pelos novos operadores, que caiu de 18,2% para 10,6% das linhas DSL desde 2008. Tudo indica que os novos operadores de telecomunicações estão a fazer gradualmente investimentos, tendo contribuído para aumentar a concorrência no mercado da banda larga. O relatório de hoje da Comissão mostra ainda que os cidadãos da UE desfrutam de débitos mais elevados e de uma banda larga de melhor qualidade do que há um ano. 80% das linhas de banda larga na UE oferecem débitos superiores a 2 Mbps (eram 75% há um ano), o que é suficiente para a visualização de vídeo em fluxo contínuo em linha, e mais de 15% oferecem débitos superiores a 10 Mbps (um aumento de 10% desde Janeiro de 2009). Em geral, uma maior capacidade de transmissão proporciona aos clientes uma maior e melhor escolha, a preços mais baixos por megabit. Em termos tecnológicos , a linha de assinante digital (DSL) continua a ser a tecnologia de acesso em banda larga com maior difusão na Europa, contando 94 milhões de linhas. A fibra até casa cresceu 40% entre Julho de 2008 e Julho de 2009, mas, de momento, representa apenas 1,75% do total das linhas na Europa, estando presente num número reduzido de países: a Letónia é o país com a maior percentagem de linhas de fibra no total das linhas de banda larga, seguindo-se a Suécia , que tem o maior número de linhas de fibra. O acesso em banda larga com base nas tecnologias de comunicações móveis (que permite, sobretudo, o acesso de computadores portáteis à Internet) está a ganhar força, em especial na Áustria (13,8%), na Suécia (12,6%), em Portugal (10,8%) e na Irlanda (8,3%) . A actual taxa de penetração da banda larga móvel na Europa é de 4,2%, o que representa um aumento de 54% em relação a Janeiro de 2009. Antecedentes A disponibilidade de banda larga é um indicador essencial do desenvolvimento das tecnologias da informação e das comunicações ( IP/08/1422 ). A Comissão apresenta semestralmente um relatório sobre o desenvolvimento dos mercados da banda larga na UE, que inclui dados validados pelos Estados-Membros ( IP/08/1831 ). O relatório está disponível em: http://ec.europa.eu/information_society/eeurope/i2010/benchmarking/index_en.htm
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