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Canais de televisão em 3D são realidade distante em Portugal

Canais de televisão em 3D são realidade distante em Portugal

sexta-feira, 20 novembro, 2009 /
"Estamos ainda a trabalhar para fazer bem o HD [alta definição], é prematuro falar em 3D [três dimensões]. Temos de fazer um caminho sequencial", afirmou ontem o administrador da RTP José Marquitos Os canais de televisão 3D são uma realidade ainda distante em Portugal, defenderam hoje responsáveis de operadoras e canais televisivos no Congresso de Comunicações, a propósito do anúncio de lançamento da tecnologia pela estação britânica Sky. "Estamos ainda a trabalhar para fazer bem o HD [alta definição], é prematuro falar em 3D [três dimensões]. Temos de fazer um caminho sequencial", afirmou ontem o administrador da RTP José Marquitos durante o debate "Telecom & Media - Next Generation Services", que decorreu em Lisboa no âmbito do Congresso das Comunicações'09. Para o administrador da RTP, o "HD e a TDT [Televisão Digital Terrestre] devem ter a atenção" dos operadores portugueses do sector. "Temos todos de fazer investimentos com uma certa dimensão e o mercado de publicidade não está no seu melhor. A experiência da Sky é de muito risco", disse. O canal britânico Sky anunciou recentemente o lançamento de um canal 3D no próximo ano. A posição do administrador da RTP é partilhada pela Impresa, para quem o 3D "não é uma realidade a curto prazo em Portugal". "Acompanhamos com atenção o 3D, mas não temos planos de investimento imediato", referiu o administrador do grupo, Pedro Norton. Para a Zon, "o caminho do 3D mais tarde ou mais cedo vai aparecer de alguma forma". O administrador da operadora, Luís Lopes, lembrou que já há alguns eventos desportivos que são filmados em HD e 3D. "A Zon tem estado a fazer testes e poderá fazer demonstrações nas lojas, para os consumidores poderem ver o que é o 3D, mas a distância até que o 3D seja uma tecnologia massificada ainda é grande. A curto prazo poderemos ver alguns títulos em 'on-demand' e um canal ou outro de vez em quando poderá fazer uma transmissão em 3D", disse. Luís Lopes lembrou ainda que "no 3D existem limitações importantes em termos de equipamentos terminais", e que "o processo de transformação [dos equipamentos que existem em casa das pessoas] vai ser muito mais demorado". O Congresso das Comunicações, organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) terminou ontem. JRS. Lusa
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