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A vez em que o Facebook quase investiu na Xiaomi

A vez em que o Facebook quase investiu na Xiaomi

quarta-feira, 14 janeiro, 2015 /
A vez em que o Facebook quase investiu na Xiaomi

Potenciais tensões políticas estiveram no impedimento da relação entre a Xiaomi e o Facebook

 

 


Tanto o Facebook como a Xiaomi são duas gigantes no seu próprio mundo. O Facebook, no das redes sociais; A Xiaomi, no dos telemóveis.

O leitor pode até nunca ter ouvido falar da empresa chinesa. De facto, fora da China a Xiaomi só conseguiu angariar fama de proporções globais ao longo do último ano.

Isso não impediu a empresa de ultrapassar a LG, a Lenovo e a Huawei para se tornar na terceira maior fabricante de telemóveis do mundo. E em casa - na China - é inclusive mais popular do que a Samsung ou a Apple.


Do Facebook já se sabe. A rede social de Mark Zuckerberg fez história quando atingiu o marco dos mil milhões de utilizadores, e já é sabido que a sua grande meta é a de chegar aos 2 mil milhões de utilizadores - "the next billion", como diz Mark Zuckerberg.

Em parte, a popularidade da Xiaomi na China - um mercado que não é muito amigável para multinacionais norte-americanas, incluindo o Facebook - pode ter captado o interesse da rede social, que teria assim maior facilidade em chegar à sua tão desejada meta.

Por sua vez, a Xiaomi beneficiaria da forte popularidade do Facebook fora da China, o que ajudaria a empresa a expandir-se para outros mercados. Uma relação com tudo para dar certo.


Mas houve um grande "mas" - primeiro, a preocupação do CEO da Xiaomi com potenciais conflitos ideológicos/políticos (um tema que na China é da maior importância). Em segundo lugar, o conflito que isso significaria para a relação da Xiaomi com a Google - a Google e o Facebook concorrem em mais do que uma frente.

O acordo nunca chegou a ver a luz do dia, mas ainda chegou a ser tema de conversa num jantar privado entre o CEO do Facebook e o CEO da Xiaomi, em Beijing, reportou a Reuters. Esta reunião já terá decorrido antes do financiamento histórico da Xiaomi, célebre por ter reunido 1100 milhões de dólares.


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