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Compreendo
A Sagres teve de pedir desculpa

A Sagres teve de pedir desculpa

quinta, 19 fevereiro, 2015 /
A Sagres teve de pedir desculpa

Mas afinal onde é que a Sagres errou?


Quando vi o filme pela primeira vez, ainda na página da Sagres, achei que era um filme cómico e nada mais do que isso, mas lembro-me também que a minha resposta à pessoa que me enviou o link do filme foi: « eu não deixava isto sair! ».

E é disso que vamos falar neste post, não da qualidade ou da parte cómica - em alguns casos ofensiva - do filme, mas sim porque é que um Community Manager/Responsável Social Media de uma marca tem e deve pensar muitas vezes antes de “libertar” um filme destes.

Quem trabalha marcas portuguesas tem de aprender uma coisa muito rapidamente. Podemos “brincar” com tudo e com todos, não há limites, menos com clubismos e o fanatismo futebolístico. Não adianta esmiuçar o assunto, não adianta tentar perceber o fenómeno, é uma verdade que se aprende quando trabalhamos marcas de ou ligadas ao mundo do futebol.


Mas afinal onde é que a Sagres errou?

A Sagres é uma marca reconhecida em Portugal, respira e transpira futebol, para os fãs de futebol a Sagres é futebol e este foi o grande problema. Quem trabalha uma marca como a Sagres tem de perceber que Sagres não tem clube, e se a Sagres não tem clube, gozar com um dos maiores de Portugal de uma maneira tão fria e cruel tinha tudo para dar errado.

Mas este sentimento não afeta só a Sagres, afeta todas as marcas que na sua comunidade possam ter adeptos de todos os clubes. As marcas “grandes” têm de perceber que não podem ter preferência clubística, não podem ter qualquer preferência sequer. O resultado será sempre este.

« O vídeo que tem gerado tanta discussão faz parte de uma série de vídeos que iríamos lançar até ao final da presente temporada que tinha como objetivo retratar em 60 segundos um jogo de 90 minutos do ponto de vista do adepto ».


Depois de tanta confusão, poucos são aqueles que acreditam realmente nisto. A ser verdade, para se proteger, a Sagres tinha, por obrigação, que começar com um clube imparcial, mais pequeno, com humor inteligente para captar a atenção de alguma massa. Depois tinha legitimidade para fazer tudo, até gozar com o Rui Patrício. Assim, ofendeu uma grande comunidade que tem peso nas Redes Sociais.
 

Este filme passou por muitas pessoas e de certeza que foi discutido pela equipa de marketing da Sagres, que deve ter passado por ser tão irreverente, mas a irreverência não é boa política nem salva uma ideia.

É possível fazer bons trabalhos criativos, únicos e que criem discussão sem correr riscos, dão é muito trabalho e consomem o dobro do tempo, tempo que ninguém está para perder quando a ideia é “irreverente”.

A parte positiva de investir tempo em tudo o que se faz é que evitam-se pedidos de desculpas e capas nos jornais nacionais pelos piores motivos.


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