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Windows Phone: ter ou não ter aplicações, eis a questão

Windows Phone: ter ou não ter aplicações, eis a questão

terça-feira, 17 setembro, 2013 /
Windows Phone: ter ou não ter aplicações, eis a questão

Aplicações para Windows Phone: será realmente este o problema da Microsoft contra o Android e o iOS?

Um dos principais problemas apontados ao Windows Phone tem sido o do seu ecossistema de aplicações que, ao contrário de plataformas mais populares como o Android ou o iOS, não inclui alguns nomes importantes dentro do segmento. Isto não invalida que haja algum reconhecimento pelo trabalho que a Microsoft e a Nokia têm vindo a desenvolver nos seus aparelhos.

O design e a qualidade de construção das gamas mais elevadas dos Nokia Lumia, a título de exemplo, têm sido referências dentro do mercado. Também em termos de funcionalidades ambas as empresas - e a partir de agora só a Microsoft - apostaram fortemente em características diferenciadoras como a qualidade das suas câmaras digitais, bem acima da média do mercado.

Olhando também para a interface do Windows Phone, goste-se ou odeie-se, é fácil admitir que estamos perante a UI mais distinta e facilmente reconhecível do mercado. A questão que tende a surgir: mas então o que é que está a falhar na plataforma da Microsoft?

Windows Phone: ter ou não ter aplicações, eis a questão

A culpa é da falta Aplicações no Windows Phone: sim e não

Há claramente uma enorme falta de aplicações populares no Windows Phone, o que inclui nomes como os Google Maps, o Instagram, o Vine (que só recentemente chegou ao Android), SoundCloud, etc etc. Em contrapartida eixstem aplicações como o Skype, Twitter, WhatsApp, Amazon, LinkedIn e PayPal, entre várias outras. E não, não nos esquecemos propriamente do Facebook - a aplicação está disponível, embora tenha sido desenvolvida pela Microsoft e não pela empresa de Mark Zuckerberg.

O ecossistema de aplicações poderá constituir, de facto, um problema. Mas será uma questão essencial para a experiência de utilização da plataforma? Quantas aplicações é que o leitor utiliza frequentemente? E quantos outros utilizadores de smartphones se preocupam em utilizar intensivamente uma grande variedade de aplicações? O utilizador "normal" limita-se antes às apps do costume. Só que do ponto de vista de um 'insider' da indústria tecnológica, um programador ou até mesmo um jornalista, esta questão pode ser algo deturpada.

Windows Phone: ter ou não ter aplicações, eis a questão

De facto, e segundo sugeriu Paul Sawers no The Next Web, esta questão da falta de aplicações no Windows Phone tem sido repetida até à exaustão. Não que esteja propriamente errada, mas o foco da Microsoft deveria centrar-se apenas nas aplicações essenciais: Facebook, Twitter, Youtube, Gmail e Google Maps. Em tudo o resto há Windows Phones capazes de competir com outros smartphones Android populares e até mesmo com o iPhone, especalmente em termos de cãmara digital e na experiência Web que podem oferecer.

Também o boca-a-boca parece estar programado, à partida, para condenar a Microsoft - não conseguindo a empresa ser bem sucedida em transmitir uma imagem apelativa para o consumidor comum, o facto de os opinion makers (que incluem jornalistas, programadores, fãs de tecnologias, etc) fazerem constantes referências bajulatórias a plataformas como o Android ou o iOS - em especial devido ao seu ecossistema de aplicações - coloca o Windows Phone numa posição desvantajosa desde o início. No caso dos programadores é compreensível, se tivermos em conta que a exposição obtida - e por conseguinte, as oportunidades de gerar receitas - no Android e no iOS é muito superior.

Windows Phone: ter ou não ter aplicações, eis a questão

Windows Phone: como obter o meio termo perfeito entre o Android e o iOS

A Microsoft tem os recursos necessários para conseguir tirar partido da sua actual posição. Olhando para o Android, por exemplo, e apesar do seu sucesso esmagador, a sua posição no ranking das aplicações continua a ser secundária. De facto, poucos são os programadores que optam por lançar aplicações para Android primeiro - a primeira opção tem sido sempre para iOS.

A fragmentação tem sido um dos problemas mais comuns apontados ao Android, contra a sensação de unidade que até ao lançamento do iPhone 5 tornava a Apple popular. Com a recente aquisição da Nokia,a Microsoft poderá apostar numa estratégia que combine o melhor dos dois mundos: simplificando a oferta no mercado, a Microsoft pode começar por apostar em reduzir a fragmentação do seu próprio nicho de mercado - isto poderia permitir à empresa obter mais facilmente parcerias com cadeias de retalho de elevado perfil e operadores de telecomunicações, quem sabe até mesmo limitando as suas actuais parceiras ao Android.

Poderia a Microsoft, simplificando a sua oferta e tentando apostar mais na sua imagem pública, tentar inverter a situação a seu favor? A empresa de Steve Ballmer já conseguiu destronar a BlackBerry em vários mercados, mas admite que ainda tem um longo caminho pela frente a percorrer. Poderia, simplificando a sua oferta, consegui-lo mais facilmente? O que acha o leitor? Diga-nos o que pensa e deixe-nos um feedback.

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