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Compreendo
Samsung Galaxy Note 3 e Samsung Galaxy Gear: as nossas primeiras impressões

Samsung Galaxy Note 3 e Samsung Galaxy Gear: as nossas primeiras impressões

quarta-feira, 25 setembro, 2013 /
Samsung Galaxy Note 3 e Samsung Galaxy Gear: as nossas primeiras impressões

O Samsung Galaxy Note 3 e o Samsung Galaxy Gear chegaram hoje às lojas portuguesas. Conheçam as nossas primeiras impressões sobre a nova gama de produtos Galaxy da Samsung

A Samsung Electrónica Portuguesa apresentou ao mercado português duas das mais mediáticas propostas dos últimos tempos, as quais estão disponíveis desde hoje (25 Setembro) para venda nas principais cadeias de retalho. Referimo-nos, claro está, ao Samsung Galaxy Note 3 e ao Galaxy Gear, o primeiro relógio inteligente que a empresa lança no mercado.

Nenhum destes dois produtos se apresentou como uma novidade propriamente dita, já que ao longo dos últimos meses temos vindo a falar bastante deles, incluindo após a sua introdução global durante a IFA Berlim 2013, no início deste mês. Como será de esperar, as novidades da Samsung serão pouco acessíveis ao consumidor comum, já que só o Samsung Galaxy Note 3, bloqueado para operador, irá custar cerca de 699 euros. Desbloqueado o seu valor aumenta para 829 euros. Já o Samsung Galaxy Gear custa cerca de 299 euros, ao passo que os interessados em adquirirem um pacote Galaxy Note 3 + Galaxy Gear poderão pagar 999 euros até ao final do mês de Outubro, mês após o qual esse valor deverá sofrer um ligeiro aumento.

Samsung Galaxy Note 3 e Samsung Galaxy Gear: as nossas primeiras impressões

Samsung Galaxy Note 3

A primeira impressão que irá saltar à vista em relação ao Samsung Galaxy Note 3 é o seu tamanho: é grande e consegue ser ainda maior que o seu antecessor Galaxy Note 2. As novidades do Samsung Galaxy Note 3 passam pelo seu ecrã Full HD Super AMOLED de 5.7 polegadas, suporte para redes 4G e por correr Android 4.3 Jelly Bean. Outras especificações incluem uma câmara digital de 13 MP capaz de gravar vídeos 2K (o dobro da resolução Full HD típica) e ainda o suporte para a já clássica S-Pen. O Galaxy Note 3 apresenta também 3 GB de RAM associados a 32 GB ou a 64 GB de espaço de armazenamento. E o que dizer sobre o tempo que passámos com ele?

Ao passo que o Samsung Galaxy Note 2 se apresentou como uma melhoria muito superior à do seu antecessor, o Galaxy Note 3 deixou-nos a sentir que se tratava apenas de um upgrade em relação à sua edição anterior. E não queremos com isto dizer que a sua experiência de utilização ficou aquém das expectativas, antes pelo contrário: sentimos é que já não há muito a aperfeiçoar em relação aos modelos anteriores, e que tudo o que a Samsung se irá limitar a fazer daqui para a frente será melhorá-los apenas em alguns aspectos.

Samsung Galaxy Note 3 e Samsung Galaxy Gear: as nossas primeiras impressões

Em termos de especificações técnicas estamos perante uma das melhores propostas do mercado, e a verdade é que os 3 GB de RAM, aliados a um processador quad-core de 2.3 GHz, permitem tirar proveito de uma performance de sonho para qualquer aparelho que corra Android. O ecrã é ainda maior, o que significa que a experiência web e o consumo de conteúdos multimédia são praticamente obrigatórios neste aparelho.

Também a experiência com a S-Pen parece ter sido aprofundada graças a cinco novas funcionalidades que incluem o Action Memo (para escrever notas manualmente, mas que também permite iniciar facilmente chamadas ou acrescentar informações a contactos), a Scrapbook (organizar e compilar conteúdos da Web num único lugar), Screen White (captura de imagem de ecrã), S Finder (permite complementar pesquisas de informação com conteúdos que estejam disponíveis nos dispositivos do utilizador) e a Pen Windows, que é uma espécie de complemento multitasking às várias possibilidades que esta ferramenta oferece.

Samsung Galaxy Note 3 e Samsung Galaxy Gear: as nossas primeiras impressões

Pontos extra para as capas disponíveis para o Galaxy Note 3, que fogem à típica estética 'plástica' associada à Samsung e conferem ao Note 3 um aspecto mais premium.

Samsung Galaxy Gear

Temos que ser honestos e admitir que implicámos com o Galaxy Gear aquando da sua apresentação na IFA Berlim, e que ainda não estamos 100% convencidos de que seja isto pelo qual o segmento dos relógios inteligentes tem vindo a aguardar. Surpreendemo-nos pela positiva, contudo, com alguns aspectos neste smartwatch.

O primeiro é de que é muito mais compacto e pequeno do que imaginávamos, não sendo tão intrusivo quanto poderíamos achar inicialmente. Há nele mais elegância do que as primeiras imagens parecem sugerir. O seu ecrã é pequeníssimo (1.6 polegadas) e parece assentar sobretudo na exibição de informações, pelo que não requer uma grande capacidade de processamento (o de 800 Mhz com que vem equipado parece servir-lhe na perfeição).

Samsung Galaxy Note 3 e Samsung Galaxy Gear: as nossas primeiras impressões

Um ponto que definitivamente favorece o Galaxy Gear é o facto de oferecer uma experiência relativamente intuitiva e mais distante do segmento dos smartphones do que inicialmente imaginámos. Há, de facto, separadores para contactos e outro para aplicações, mas não nos podemos esquecer que este relógio inteligente é para ser utilizado como um complemento às altas gamas de equipamentos da Samsung, e não como um dispositivo isolado. De facto, parece ser esta vertente complementar o grande trunfo por detrás deste novo segmento de mercado.

A navegação é feita em modo horizontal, embora tenhamos levado algum tempo a nos apercebermos disso durante o nosso primeiro contacto com o Galaxy Gear. Ao lado do visor situa-se um pequeno botão que nos permite desbloquear o ecrã e regressar ao ecrã inicial do relógio, não havendo nenhuma forma - pelo menos de que tenhamos conhecimento - de voltarmos atrás numa operação. Se tivermos em conta que ainda existem algumas camadas que separam um menú muito específico do ecrã principal, isto pode tornar-se incómodo e obrigar o utilizador a refazer todo um caminho de volta até à pasta onde estava só para poder seleccionar aplicações alternativas.

NOTA: A navegação é realizada com simples gestos swipe: para cima e para baixo permite-nos retroceder, enquanto que a restante navegação é feita horizontalmente, ou seja, da esquerda para a direita e vice-versa; Obrigado ao Daniel Moutela!

Samsung Galaxy Gear: que aplicações vamos encontrar no smartwatch da Samsung?

Samsung Galaxy Note 3 e Samsung Galaxy Gear: as nossas primeiras impressões

Outro aspecto que considerámos ser pouco perceptível foi o da transição entre navegação horizontal (nos menús principais) e vertical (dentro de pastas ou aplicações). A Samsung talvez pudesse ter favorecido maior concordância nesta experiência de navegação, mas acaba por ser um aspecto pouco relevante à sua experiência.

Um pormenor que certamente nos deu gozo de utilizar incluiu a câmara digital do Galaxy Gear, que filma em HD. As utilidades que podemos dar a esta câmara parecem-nos ser interessantes, mas suspeitamos que também possam ser utilizadas contra a vontade de alguns utilizadores já que consegue passar muito despercebida. Pontos extra para o conforto da braçadeira que envolve o Galaxy Gear, embora a hipótese de a ajustarmos ao nosso pulso requeira alguma habilidade por parte do utilizador.

Samsung Galaxy Note 3 e Samsung Galaxy Gear: as nossas primeiras impressões

Conclusões sobre o Samsung Galaxy Note 3 e o Samsung Galaxy Gear

Tanto o Samsung Galaxy Note 3 como o Galaxy Gear parecem-nos ser dois produtos fascinantes, embora de difícil alcance ao consumidor comum. O Samsung Galaxy Note 3 não vem realmente acrescentar nada que o Galaxy Note 2 não tenha já introduzido, limitando-se a superar o seu antecessor em pormenores que podem fazer a diferença entre uma experiência de utilização boa e uma fantástica.

Já o Galaxy Gear talvez tenha surgido cedo demais, mas a sua proposta certamente parece levantar o interesse dos utilizadores. Na nossa opinião enquanto utilizadores talvez optemos antes por esperar por uma segunda ou terceira geração destes produtos antes de nos arriscarmos a atirar de cabeça para um segmento de mercado que ainda não definiu propriamente um standard de indústria e cujo futuro ainda permanece incerto.

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