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Receitas extra para a 3G

Receitas extra para a 3G

sexta-feira, 14 fevereiro, 2003 /
Segundo um relatório da TNS Telecoms, cerca de 42 por cento dos utilizadores de telemóveis na Europa estão dispostos a pagar por serviços extra em redes 3G. A melhor notícia é quando o mesmo relatório revela que, para além do interesse manifestado, 42 por cento dos utilizadores de telemóveis questionados estão igualmente dispostos a gastar entre seis e dez euros a mais do seu orçamento mensal para pagar os respectivos serviços, como por exemplo MMS, Internet de banda larga e utilização de correio electrónico por telemóvel. Segundo o referido relatório, actualmente, as receitas mensais geradas por cada utilizador móvel (ARPU) situa-se nos 26 euros, sendo que os clientes de cartões pré-pagos gastam 20 euros e os de contrato fixo gastam 37 euros. No entanto, estes números serão, certamente, bem mais volumosos quando se referirem a redes UMTS.

Além disso, todos os interessados em comunicações de terceira geração estão dispostos a pagar mais pelo terminal que tiverem de adquirir do que o valor que hoje têm de desembolsar por um aparelho GSM ou GPRS. 330 euros foi o "preço certo" (valor a que a TNS Telecoms chegou na conclusão do inquérito) que os inquiridos consideraram ser o mais justo a pagar por um telemóvel 3G. Mas este valor poderá variar de país para país, mesmo tratando-se dos mesmos operadores. Basta, para tal, lembrar que o preço de um Vodafone Live! é mais barato em Inglaterra porque no Reino Unido a casa mãe decidiu subsidiar a aquisição dos respectivos terminais, o que não aconteceu com a sua filial portuguesa, Telecel.

O director sénior de pesquisa da TNS Telecoms, Alain Imbert, explicou que "o facto de muitos operadores terem subsidiado diversos terminais pode ter provocado um efeito de tropeção ao advento da 3G, em alguns países europeus. Isto porque se esses mesmos operadores optarem agora por não prosseguir com a mesma filosofia, os clientes poderão sentir-se defraudados pela enorme diferença de preços que terão de pagar pelos terminais em relação aos que actualmente possuem".

Curiosamente, foram os europeus de Leste que demonstraram mais intereresse nas comunicações 3G, comparativamente com os seus vizinhos ocidentais. Por exemplo, 59 por cento dos turcos e 51 por cento dos polacos mostraram-se desejos pela chegada da nova geração de redes móveis, em contraponto com os 34 por cento registados no Reino Unido e na Alemanha. Quanto a preferências por sexo, 48 por cento dos homens estão interessados, contra 36 por cento das mulheres.
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