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Esta é a Verdade Sobre o Declínio de Vendas do iPhone em 2016

Esta é a Verdade Sobre o Declínio de Vendas do iPhone em 2016

quarta-feira, 13 janeiro, 2016 /
Esta é a Verdade Sobre o Declínio de Vendas do iPhone em 2016

Acha Mesmo Que a Apple Vai Vender Menos iPhones?

 

*Imagem: TechnoBuffalo

 

Pela primeira vez a Apple pode vender menos iPhones que o previsto.

Atente à palavra-chave 'pode'.

 

Quer dizer que é uma possibilidade, uma hipótese. Uma especulação.

E não sou eu que o digo.

 

A esmagadora maioria dos analistas da Apple acha que uma queda nas vendas do iPhone será inevitável:

 

• Andy Hargreaves & Evan Wingren (Pacific Crest)
• Steven Milunovich & Peter Christiansen (UBS)
• Kulbinder Garcha (Credit Suisse)
• Gene Munster (Piper Jaffray)
• Katy Huberty (Morgan Stanley)
• Aaron Rakers (Stifei)
• Vários analistas da Raymond James

 

Todos estão de acordo no seguinte: vem aí o primeiro declínio de vendas do iPhone em anos.

O que prevêem os analistas para as vendas do iPhone em 2016:

 

Pacific Crest - 72,7 milhões no Q4 2015 / 49,5 milhões no Q1 2016 (-20% que no Q1 2015)
UBS - 75 milhões no Q4 2015 / 50 milhões no Q1 2016 (-18% que no Q1 2015)
Credit Suisse - 76,9 milhões no Q4 2015 / 51,9 milhões no Q1 2016 (-15% que no Q1 2015);
Piper Jaffray - 75-76 milhões no Q4 2015 / 55 milhões no Q1 2016 (-10% que no Q1 2015)
Morgan Stanley - 74 milhões no Q4 2015 / 52 milhões no Q1 2016; (-6% que no Q1 2015)
Stifel - 74,7 milhões no Q4 2015 / 56 milhões no Q1 2016; (-8% que no Q1 2015)

 

Mas porquê?

 

Isto é o que vem provocar a queda de vendas do iPhone

 

Vários sites reportaram a retenção de grande parte do inventário da Apple pelos seus fornecedores.

Ou seja: os fornecedores não conseguiram enviar o inventário para as fabricantes, o que afectou a produção do iPhone.

 

Estes contratempos conduziram à ideia de que a Apple não iria conseguir vender tantos iPhones como em 2015.

Só que por enquanto tudo são especulações.

 

Os resultados oficiais só serão anunciados pela Apple a 26 de Janeiro de 2016.

Estes são os números que vão servir de referência à Apple, reportados em 2015:


• 231 218 000 (total de iPhones vendidos em 2015)
• 74 468 000 (total de iPhones vendidos no Q4 de 2014)
• 61 170 000 (total de iPhones vendidos no Q1 de 2015)

 

Tudo o que estiver abaixo destes números será uma queda.

Como contrariar as previsões pessimistas?

 

Com a China.

Na China o cenário parece ser positivo e optimista para a Apple, o que são boas notícias para a empresa.

 

A Apple é actualmente a marca mais popular da China segundo Merrill Lynch do Bank of America.

Lynch realizou um inquérito a mais de 1000 consumidores (um número pouco expressivo, eu sei) e concluiu que a Apple é usada por 24%.

 

O mesmo inquérito também mostrou que:

 

• 39% queriam o iPhone para ser o seu próximo telemóvel
• 81% dos actuais utilizadores do iPhone planeiam manter o actual
• 32% de utilizadores não-Apple estão interessados em mudar para a Apple

 

Segundo dados do Ministério da Indústria e das Tecnologias de Informação da China, houve uma queda significativa na quota de mercado do Android.

Esta queda representou uma subida de 33% na quota de mercado dos smartphones não-Android.

 

E não-Android significa Apple.

Apesar de existirem mais sistemas operativos (Windows Phone, Tizen e BlackBerry, entre outros), este conjunto não representa mais do que 2,5% dessa quota.

 

Sabe o que isto quer dizer?

Que os outros 97,5% são dominados pelo iOS.

 

Os dados são da Kantar WorldPanel.

Vamos aos números:

 

• Foram vendidos 24,3 milhões de smartphones não-Android na China
• As vendas de 2015 subiram um terço face ao Q4 de 2014 (18,3 milhões)

 

No Q4 de 2015 a Apple conseguiu vender mais iPhones do que nunca na China.

O que quer isto dizer?

 

Ainda é cedo para falar no declínio de vendas do iPhone

 

Tal como a Katie Colliens da CNET, também eu estou céptico a estas afirmações.

Mesmo que a produção do iPhone tenha sido reduzida temporariamente, isto não quer dizer que a procura tenha diminuído.

 

Existem cenários que podem explicar um abrandamento:

 

• A falta de um elemento 'wow' nos iPhones 6S e 6G Plus
• Os recordes batidos no lançamento do iPhone 6/6 Plus
• A falta de necessidade de quem comprou um iPhone 6/6 Plus fazer um upgrade

 

Ou seja: é possível, sim, que as vendas sejam inferiores.

Mas é necessário que a tendência se repita nos trimestres seguintes para confirmar que o interesse no iPhone diminuiu.

 

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