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5 razões porque a aquisição da Motorola foi boa para todos - Google, Motorola, Android e Lenovo

5 razões porque a aquisição da Motorola foi boa para todos - Google, Motorola, Android e Lenovo

segunda-feira, 03 fevereiro, 2014 /
5 razões porque a aquisição da Motorola foi boa para todos - Google, Motorola, Android e Lenovo

Num verdadeiro negócio da China, o acordo entre a Google e a Lenovo para a compra da Motorola favoreceu não só todos os envolvidos, como também o próprio mercado dos smartphones

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Se é fã de tecnologias e tende a acompanhar o desenvolvimento do mercado dos smartphones, as probabilidades de ter ouvido falar na proposta de compra da Motorola por parte da Lenovo, em acordo com a Google, são elevadas - é que este foi o negócio tecnológico mais mediático a encerrar o mês de Janeiro.

A proposta de compra poderá parecer, à partida, um excelente negócio para a Lenovo e um péssimo negócio para a Google - com a Motorola como que a exercer funções de batata quente entre as duas empresas -, mas vários detalhes sobre o acordo parecem sugerir precisamente o contrário. De facto, todas as partes parecem ter saído a ganhar, incluindo nós, consumidores.

1) Um bom negócio para a Lenovo

O aspecto mais óbvio está naquilo que a Lenovo ganhou com este negócio - além de ter pago uma "pechincha" pela Motorola, pelo menos quando comparado com os mais de 10 mil milhões de dólares que a Google deu pela empresa em 2011, a Lenovo vai passar a gozar também da quota de mercado da fabricante norte-americana. Isto é vantajoso porque a soma de ambas irá resultar numa presença de mercado bem mais extensa para a empresa chinesa, cujos smartphones mal são conhecidos em mercados como a Europa ou os EUA.

Se tivermos em conta o mercado norte-americano, relativamente fechado para fabricantes internacionais (a Samsung tem-se revelado uma fantástica excepção), a Lenovo passa assim a estar automaticamente mais próxima dos consumidores de um dos principais mercados do mundo, com recurso a uma marca já integrada no mercado. Além desta presença de mercado, a Lenovo vai passar também a ser detentora de duas mil patentes adicionais no seu portefólio.

2) Um bom negócio para a Google

Apesar do sucesso dos novos Moto X e Moto G, a Motorola tem vindo a dar prejuízos à Google desde que foi adquirida. As receitas geradas pela empresa não foram significativas o suficiente para se tornar num negócio rentável para a Google, o que ditou a necessidade da empresa de Larry Page vender a fabricante. Também as potencialidades da empresa poderão agora ser melhor exploradas pela Lenovo, incluindo enquanto potencial fabricante do próximo smartphone Nexus - uma hipótese que a Google nunca explorou para não motivar a desconfiança nas parceiras que também fabricam smartphones Android, que temiam que a Motorola saísse injustamente favorecida.

A aquisição da Motorola cumpriu o simples propósito de enriquecer o ecossistema Android com um portefólio de patentes vastíssimo - que continua a pertencer à Google, que também será responsável pela continuidade do Projecto Ara (o smartphone modular segundo a Motorola).

3) Um bom negócio para a Motorola

A continuidade da marca tal como a conhecemos actualmente não deverá sofrer qualquer risco pelo menos até 2015 - os planos traçados pela Motorola até esse ano deverão continuar a proceder sem interferências por parte da Lenovo. Do ponto de vista estratégico parece ser uma decisão que faz todo o sentido: a Motorola detém uma quota de mercado superior à da Lenovo, é mais popular por entre os consumidores ocidentais e tem vindo a assumir uma presença novamente vigorosa no mercado graças a propostas como o Moto X ou o Moto G.

4) Um bom negócio para o Android

A Google poderá focar-se exclusivamente no seu sistema operativo móvel, sem preocupar-se em produzir ou inovar no campo do hardware - um campo que, pelo menos no que diz respeito a smartphones, a empresa não tem interesse em concorrer. O próprio negócio parece ser visto pela gigante norte-americana como uma espécie de "alívio" para se focar no software e ainda permitir à Lenovo expandir a sua perícia dentro da produção de hardware - promovendo assim a competitividade contra fabricantes como a Samsung, LG e Huawei.

5) Um bom negócio para nós, consumidores

Com a ascensão de um novo "player" no mercado, os consumidores passam a ter maior liberdade de escolha - isto irá obrigar as empresas a competirem entre si e irá motivar (esperamos nós) a inovação dentro do segmento.

E o leitor?

Acha que foi um bom ou um mau negócio? Deixe-nos o seu feedback nos comentários!

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