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O misterioso caso do congresso WAP

O misterioso caso do congresso WAP

sábado, 09 dezembro, 2000 /
O misterioso caso do congresso WAP O WAP Congress 2000 de Sevilha, realizado no final de Novembro, reuniu os principais fornecedores de conteúdos, fabricantes e operadoras para chegar a conclusão... nenhuma. O WAP não está a funcionar, e toda a gente sabe disso. O mercado europeu, em todas a s suas vertentes, está preocupado com o assunto, e foi por isso que o WAP Congress 2000, realizado em Sevilha a 27 e 28 de Novembro, resultou em mais perguntas do que respostas. O rumor mais recente que circulava entre os participantes do congresso é a nova interpretação - afinal, não tão nova... - das iniciais WAP. Significará de facto Wireless Application Protocol ou «Where Are the Phones» («Onde Param os Telefones»?... A piada refere-se ao tempo em que as operadoras e os fornecedores de conteúdos pressionavam os fabricantes para colocar no mercado telemóveis com a tecnologia WAP. O mesmo acontece agora com o GPRS, que terá transformado as suas iniciais em «God, Please Remember to Send us the phones» (»Deus, Por favor Não te Esqueças de Mandar-nos os telefones»)... De acordo com as operadoras, o atraso da comercialização de telemóveis com acesso à Internet é a causa principal da fraca popularidade do WAP. Mas não é tudo. Particularmente interessante é a comparação directa entre os três pilares de que o futuro da tecnologia depende - fabricantes, operadoras e fornecedores de conteúdos. Durante as palestras do congresso, muitos representantes dos portais WAP levantaram a mão para pedir às operadoras que dividam os procedimentos do tráfico das ligações. «Vocês são ricos e nós somos pobres», foi a frase-chave mais ou menos provocadora do delegado de um portal WAP. O que os fornecedores de conteúdos contestam é a descrepância entre os procedimentos das operadoras e dos portais. Muitos fornecedores não conseguem resultados positivos da publicidade, dado o baixo número de utilizadores. E enquanto mercado evolui, os resultados tardam em chegar. A alternativa, proposta pelas oeradoras, é a venda de serviços, seguindo o exemplo japonês. Mas coloca-se a questão: quantos utilizadores estariam dispostos a gastar mais dinheiro, para além da taxa normal de ligação, para visitar portais WAP? O enorme sucesso do modelo japonês flutuou em todos os ângulos deste congresso WAP. «Porque é que corre tudo bem para eles e para nós não?», perguntava-se em todo o lado. Segundo Jan Geissier, delegado da BeMobile, uma das extensões do gigante alemão Bertelsmann, as razões são essencialmente três: existem muitos mais fornecedores de conteúdos no Japão; os japoneses estão mais abertos às novidades tecnológicas, por contraste com os europeus, que são tradicionalmente mais conservadores; e o sistema deles é um sistema «always on», sempre ligados. Então, qual será a aplicação que poderá valorizar o WAP? Ninguém parecia saber neste congresso sevilhano,. Peter Weiner, da Sonera, pensa que a «aplicação verdadeiramente eficaz» será tudo e nada: «a personalização e o uso combinado de vários serviços determinará o triunfo do WAP». Talvez daqui a um ano haja respostas mais exactas.
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