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Não é só com o iPhone 6 que o Android tem de se preocupar

Não é só com o iPhone 6 que o Android tem de se preocupar

terça-feira, 03 fevereiro, 2015 /
Não é só com o iPhone 6 que o Android tem de se preocupar

O iPhone 6 bateu todos os recordes de vendas da Apple, mas há um concorrente inesperado a dificultar a vida à Google

 

 


Não vou perguntar ao leitor se conhece a marca iPhone. É escusado. É provavelmente a marca mais popular de sempre dentro do universo dos smartphones.

Em parte, a popularidade do iPhone - que se julgava estar ameaçada antes da Apple ter introduzido em Setembro dois novos telefones, ambos com ecrãs maiores - está mais elevada do que nunca, ou a empresa não teria batido recordes de vendas durante o último trimestre fiscal de 2014. O mais importante do ano.

Primeiro, alguns dados: o iPhone 6 não se limitou a vender bem. Com 74,5 milhões de unidades vendidas, estes números astronómicos representaram uma subida de 90% face ao trimestre anterior (Q3). 90%. É muito significativo.


Em contrapartida, este trimestre fantástico para a Apple revelou-se um pouco menos positivo para o Android, que registou a sua primeira perda de quota de mercado em período festivo. De sempre.

Estamos a falar, contudo, de uma percentagem de 5%. Todo o segmento Android conseguiu ainda assim registar vendas na ordem das 205,56 milhões de unidades.

A Strategy Analytics tem algumas informações interessantes a este respeito. Por exemplo, que a Apple e a Samsung estiveram praticamente empatadas durante esta época, ambas com quotas de 20% do mercado dos smartphones.


Android vs Android

Por mais estrondoso que tenha sido o trimestre fiscal da Apple, a verdade é que este não é o único problema do Android. E aqui os dados da ABI Research levantam algumas questões particularmente interessantes.

Enquanto que o segmento alto do mercado é claramente território disputado pela Apple, há um concorrente com o qual a Google tem de se preocupar no segmento dos telemóveis baratos: as versões modificadas do Android.

« O Android da Google está a ser atacado pelo iOS da Apple no segmento alto, e pelo Android modificado no segmento baixo em mercados emergentes de crescimento elevado », comenta o analista Nick Spencer, da ABI Research.


Várias fabricantes apropriam-se da versão open-source do Android para personalizarem a plataforma e lançarem os seus próprios dispositivos. De facto, uma das versões alternativas mais populares deu que falar na semana passada por alegadamente estar em vias de captar investimentos da Microsoft.

A Google sabe disso, e este foi um dos motivos que levou a empresa a apresentar, em Setembro do ano passado, o Android One. O Android One foi desenvolvido a pensar em mercados emergentes - como a Índia - e em telemóveis mais baratos. O objectivo é a criação de uma experiência de utilização mais consistente entre os diferentes dispositivos.


Azar para uns, sorte para outros

Como em tudo, a opinião sobre o mercado poderá variar consoante a perspectiva. O Android continua a ser claramente a plataforma móvel dominante, mas o sucesso do iPhone 6 marcou uma alteração na dinâmica deste mercado em particular.

Mas não só. A Microsoft também parece ter tido um Q4 bastante positivo, já que a quota de mercado do Windows Phone subiu 19% em comparação com o terceiro trimestre de 2014. Ao todo isto representou vendas na ordem das 10,7 milhões de unidades, de acordo com a ABI.


Outras plataformas - não identificadas no estudo - também parecem ter sofrido efeitos positivos durante este período de três meses (Outubro-Dezembro), com subidas na ordem dos 26% comparativamente ao trimestre anterior.

Acredito que estes dados não sejam ainda preocupantes, uma vez que dizem respeito ao período festivo de 2014. Contudo, a verificar-se a tendência nos Q1 e Q2 de 2015 acredito que a Google deveria começar a preocupar-se.

Para nós, consumidores, é bom sinal - significa que temos mais variedade e opções à nossa disposição, além de que isto obriga as empresas a concorrer para nos proporcionar a melhor experiência possível.


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