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Entra em paranóia quando se esquece do telemóvel? Parabéns, tem Nomofobia

Entra em paranóia quando se esquece do telemóvel? Parabéns, tem Nomofobia

segunda-feira, 07 outubro, 2013 /
Entra em paranóia quando se esquece do telemóvel? Parabéns, tem Nomofobia

A Nomofobia é o medo ou o receio de ficar sem o telemóvel, estando assim impedido de ser contactável

Embora seja conhecida como a "doença dos telemóveis", a Nomofobia consiste mais numa fobia, ou um receio, do que numa doença - embora a sua propagação possa sugerir que se trata na verdade de uma epidemia. Por Nomofobia entenda-se o medo de ficar sem o telemóvel, ou mais precisamente o receio de ficar sem aquilo que o telemóvel nos oferece: estar contactável permanentemente.

Este é um termo que, embora ainda seja pouco comum no vocabulário dos portugueses, nos transmite uma imagem bastante familiar: o de olhar compulsivamente para o ecrã do telemóvel, centenas de vezes por dia, para consultar a caixa das mensagens ou e-mails. O horror que advém de ficarmos sem acesso a estas funcionalidades está na origem do termo.

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E a verdade é que a habituação aos nossos dispositivos móveis já evoluiu de tal forma que, se nos arriscarmos a uma "desintoxicação", habilitamo-nos a sofrer os efeitos de uma espécie de ressaca, avança a psicóloga Rita Nunes em declarações ao Jornal de Notícias: "pode chegar a ligeira taquicardia, falta de ar e dor de cabeça".

Desengane-se quem achar que evitar o simples esquecimento do telemóvel é o suficiente - situações imprevistas, como a perda ou o roubo do telemóvel, podem despoletar os mesmos efeitos. Ou pior: a simples falta de cobertura de rede, impossibilitando os utilizadores de estarerm permanentemente conectados, pode levar a pequenas crises de ansiedade. O motivo, claro está, é a "necessidade de comprovar essa comunicação, vendo os e-mails com frequência, a um ritmo cada vez mais acelerado".

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Como todos os vícios, falar é mais fácil do que fazer, ou neste caso de apaziguar. Mas ficam as recomendações: maior autocontrolo por parte de quem passa o tempo colado ao ecrã do seu telemóvel ou smartphone, estipular horários próprios ou até locais para a sua utilização são soluções recomendadas pela psicóloga.

E o leitor? É, ou conhece quem seja, viciado no telemóvel ao ponto de sofrer fisicamente quando está sem o aparelho? Reconhece-se no hábito de consultar o telemóvel compulsivamente? Deixe-nos um feedback sobre o que pensa em relação a isto!

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