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Telemoveis: China quer acabar com equipamentos ilegais

Telemoveis: China quer acabar com equipamentos ilegais

segunda-feira, 17 janeiro, 2011 /
Telemoveis: China quer acabar com equipamentos ilegais

O governo Chinês está preocupado com a proliferação ilegal de telemóveis no seu país, que tem prejudicado e roubado os utilizadores.

De acordo com um artigo da MobileMedia, o governo Chinês e as telecom daquele país estão a lutar contra os telemóveis contrafeitos, ou mais conhecidos por equipamentos Shangzai, que proliferam naquele país.

Muitos dos utilizadores desses equipamentos têm sofrido ataques de vírus que lhes consomem o saldo ou que rouba os seus dados pessoais, incluindo agendas e dados de cartões de créditos. Alguns equipamentos podem mesmo ser controlados remotamente para efectuar operações como envio de sms ou ligações para números de valor acrescentado.

Preocupados com o crescente número de queixas, estão a ser feitas algumas diligências para acabar com estes perigos, tais como inspecções aos equipamentos, maior controlo por parte dos operadores e certificações. Muitos destes equipamentos são fabricados em fabricas ilegais e normalmente são cópias do iPhone da Apple e da BlackBerry. Outros equipamentos são mais subtis e chamam-se de Nokig ou CiPhone.

Nas lojas chinesas de telecomunicações (e em todas as outras) as cópias dos equipamentos podem ser vendidas ao lado das originais e muitos dos consumidores podem mesmo ser enganados, pensando que estão a comprar os verdadeiros. A empresa de pesquisas de mercado Gartner estimava que em 2009 o mercado dos equipamentos Shanzai movimentava 150 milhões de dólares. Em 2008 foram fabricados 80 milhões de equipamentos ilegais, o que representa 20% do mercado interno chinês.

Mas muitos dos fabricantes e conhecedores destes equipamentos duvidam que estes venham já para o mercado com malware instalado e acreditam que o verdadeiro motivo do governo é o de defender os direitos de autor dos fabricantes destes equipamentos.

Tem sido exercida uma forte pressão a nível internacional sobre os direitos e patentes naquele país e espera-se que este venha a ser um dos principais temas de debate durante a próxima semana, quando o presidente chinês Hu Jintao visitar os Estados Unidos.

Já em Setembro passado, na China, foi dado o primeiro passo neste sentido, ao solicitar a identificação dos utilizadores sempre que pedem um novo número.

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