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Compreendo
Apple iPad Pro

Apple iPad Pro

sexta-feira, 18 setembro, 2015 /
Apple iPad Pro

Tudo sobre o novo Apple iPad Pro, o maior tablet da Apple

*Imagem: Flickr/SBA

*Ver características técnicas do Apple iPad Pro

Apple iPad Pro em resumo

• Chega ao mercado internacional em Novembro
• Os preços vão começar nos 799 dólares (32 GB, Wi-Fi)
• 949 dólares para a versão (Wi-Fi only) de 128 GB
• 1079 dólares para a versão de 128 GB (Wi-Fi + Dados)
• É 1.8 vezes mais rápido que o iPad Air 2
• Tem o dobro do desempenho gráfico do iPad Air 2
• Duas versões: Wi-Fi & Wi-Fi + Dados
• Vai ter acessórios complementares, opcionais - Apple Pencil & Smart Keyboard
• Disponível em Prata, Dourado e Cinzento
 

 

Se houve um produto Apple a roubar as atenções de todos no dia 9 de Setembro, esse produto foi o novo iPad Pro. E eu bem sei que pode parecer pecado, quase até uma provocação, afirmar isto quando temos em jogo:

• Dois novos iPhones
• Uma quarta geração do iPad mini
• Uma nova Apple TV
• Outras novidades relativas ao iOS e ao Apple Watch

Há vários motivos que explicam o porquê desta atenção toda ao Apple iPad Pro. O primeiro, e talvez o mais óbvio, está no facto de ser uma categoria de produto que vem praticamente contrariar toda a ideologia por detrás do lançamento do primeiro iPad ainda nos tempos de Steve Jobs - o que não é assim tão difícil de entender, deixe-me que lhe diga:

• Porque Tim Cook não é Steve Jobs
• Porque a Apple em 2015 está a adoptar uma abertura que seria impensável há apenas 3 anos atrás
• Porque quando o mercado começa finalmente a adoptar uma postura inspirada na Apple de Steve Jobs, vem Tim Cook promover uma maior abertura na empresa (mas isto ficará para uma outra conversa entre mim e o leitor)

O segundo motivo está no facto de ser uma nova categoria de produto para a empresa, ainda que a marca do produto nos seja francamente familiar. Toda a abordagem é diferente quando comparada às edições anteriores do iPad:

• O seu foco na produtividade e nos utilizadores profissionais
• O sua íntima relação com o desenvolvimento do iOS 9
• Os novos acessórios complementares, que fazem a transição entre uma interface puramente touch para uma plataforma mais orgânica
• O facto de 'aperfeiçoar' a abordagem da Apple a um segmento do qual foi a sua principal impulsionadora

O terceiro e último motivo (pelo menos enquanto não me recordar de mais nenhum para acrescentar aqui) está no facto de que o iPad Pro é o espelho perfeito da influência de Tim Cook na Apple. O iPad Pro representa uma empresa que:

• Deixou de ser fundamentalista para ser mais humilde e aberta
• Se permite aprender com a concorrência e até a colaborar com eles (temos como exemplo a participação da Adobe e da Microsoft na apresentação do iPad Pro)
• Deixou de ser uma inovadora para ser uma aperfeiçoadora

Tudo isto daria pano para mangas (bem longas, por sinal), mas este artigo não é o local ideal. Por isso, e sem perder mais tempo, vamos conhecer primeiro o....

 

Design do Apple iPad Pro

 

Apple iPad Pro

Imagen: Flickr/Al Gadget

Se há algo pelo qual a Apple é conhecida, é pelo seu design consistente. Isto quer dizer que dificilmente vamos ver a empresa a fazer alterações notáveis aos seus produtos, excepto se por detrás dessa decisão houver alguma aplicação prática que o justifique. O que explica o porquê do iPad Pro ser praticamente um iPad Air 2, mas a uma escala maior.

A mudança mais notável está claramente nas medidas mais generosas do Apple iPad Pro, que se apresenta com:

• 305.7 mm de altura
• 220.6 mm de largura
• 6,9 mm de espessura
• 713 gramas de peso
• Ecrã de 12,9 polegadas

Agora compare as medidas que eu referi acima com as medidas do iPad Air 2:

• 240 mm de altura
• 169,5 mm de largura
• 6,1 mm de espesura
• 444 gramas de peso

Como pode reparar, a diferença entre os aspectos físicos dos dois iPads não é significativa. Ou seja: o iPad Pro é apenas um pouco mais alto, um pouco mais largo e só mesmo muito pouco mais espesso que o iPad Air 2. Permanece elegante e ultra-fino.

De facto, a diferença no peso (de quase 300g) é talvez a diferença mais notável no design do iPad Pro em relação aos modelos anteriores. E por notável entenda-se "a diferença que mais salta aos olhos dos utilizadores". Sim, porque há várias novidades que - como já vem sendo hábito da empresa - simplesmente não são aparentes e até tendem a passar despercebidas.

Novidades como o....

 

Ecrã do Apple iPad Pro

 

Apple iPad Pro

Imagem: Flickr/X-Money

Não são só as 12,9 polegadas que tornam o iPad Pro especial, mas a sua elevadíssima resolução: o iPad Pro vem equipado com um ecrã com 2048 x 2732 píxeis. As medidas generosas apenas servem para tirar maior proveito da elevadíssima resolução do tablet da empresa (a título de comparação, o iPad Air 2 - que já tem uma resolução considerada invejável - tinha 1536 x 2048 píxeis).

O ecrã maior vem tornar o iPad Pro não só num tablet mais aliciante para consumir conteúdos multimédia (ou navegar na web), mas também numa ferramenta de produtividade mais prática. E a Apple sabe disto, o que explica o porquê de ter desenhado o iOS 9 com o iPad Pro em mente (e a chegada do multitasking ao sistema operativo móvel da empresa).

O ecrã também reflecte na perfeição a importância que a Apple atribui ao desempenho dos seus produtos. A minha afirmação pode ser fundamentada quando constatamos que o novo processador A9X apresenta o dobro do desempenho gráfico do iPad Air 2 (talvez a maior 'revolução' entre o iPad Air 2 e o iPad Pro) sem sacrificar a sua fantástica autonomia de 10 horas, período de tempo mais do que suficiente para um dia de trabalho.

Se se estiver a perguntar como é que a Apple conseguiu este feito, eu trago-lhe a resposta de seguida: através de uma 'variable refresh rate', que em português poderíamos traduzir para Taxa Variável de Actualização. Isto quer dizer que o ecrã do iPad Pro foi concebido para saber distinguir quando o utilizador está a ver imagens em movimento (quando vê vídeos) de imagens estáticas (fotografias e afins). Com esta informação, o iPad Pro - pela primeira vez num produto da Apple - vai poupar energia sempre que detectar uma imagem estática no ecrã.

E por falar em energia, vamos olhar para o...

 

Desempenho do Apple iPad Pro

 

Apple iPad Pro

Imagem: Flickr/X-Money

Tenho que admitir que em relação a isto estou muito, muito curioso. O iPad Pro promete ser um dos tablets melhor equipados do mercado relativamente a especificações técnicas, o que não tende a ser uma das características da Apple.

Não imagino que a Apple se limitasse a atirar 4 GB de RAM para o iPad Pro sem para isso ter um bom motivo, por isso a expectativa é de que estejamos provavelmente perante um dos melhores desempenhos do mercado. A este respeito penso que o iPad Pro poderá beneficiar muito do iOS, uma vez que sempre foi um sistema operativo que nunca requis especificações técnicas exigentes para ter um desempenho fluído. Com 4 GB de memória espera-se que seja hiper-rápido e que não conheça arrastamentos.

Não sabendo ainda se o iOS 9 será mais exigente em termos de capacidade de processamento e memória RAM que o seu antecessor, a ideia com que fiquei foi que a empresa quis precaver-se a médio prazo ao dotar o iPad Pro com tamanha quantidade de memória RAM. Ou seja: qualquer coisa como "vamos garantir que o desempenho do novo iPad se vai manter actual durante os próximos dois anos" (mesmo que a inclusão de um modo multitasking crie condições para que o sistema operativo se torne mais exigente em termos de especificações técnicas).

Ainda dentro do desempenho, uma das áreas a sofrer mais actualizações foi o...

 

Som no Apple iPad Pro

 

Apple iPad Pro

Imagem: Flickr/X-Money

O iPad Pro não traz duas, mas quatro colunas instaladas. Mas esta não é a única diferença: o sistema de colunas foi desenhado para saber aplicar um balanço (automático) que permite distribuir o som consoante o posicionamento do iPad. Por outras palavras: o iPad Pro vai saber quando estiver em modo panorâmico ou em modo retrato, e ajustar o som à medida desse modo de utilização. O objectivo é o de proporcionar uma experiência mais imersiva.

Segundo a Apple, o volume de áudio do iPad Pro é três vezes superior ao do iPad Air 2. O design das novas colunas oferece um volume 'traseiro' superior em 61% às gerações anteriores de design, o que poderá querer dizer que em futuros lançamentos da empresa poderemos contar com mais aplicações desta mesma tecnologia.

Um aspecto que considerei interessante em relação às colunas do iPad Pro foi o da distribuição de 'tarefas': todas são capazes de produzir frequências graves, mas só os altifalantes da parte superior do iPad Pro são capazes de produzir frequências agudas.

 

Outras características do Apple iPad Pro

 

O iPad Pro vem com uma câmara traseira de 8 MP e uma câmara frontal de 1.2 MP. A única crítica que eu talvez faça a este respeito reside na resolução da câmara traseira, que a meu ver já teria ficado bem servida com 5 MP - isto porque não considero um tablet de 12,9 polegadas como uma ferramenta na qual os utilizadores vão passar a vida a tirar fotografias. A não ser que isto seja ditado por razões práticas, tais como a necessidade de digitalizar um documento em boa resolução (e aqui os 5 MP já não serão tão adequados assim, sendo 8 MP o novo standard mínimo).

 

Acessórios do Apple iPad Pro

 

Apple iPad Pro

Imagem: Flickr/X-Money

O iPad Pro vai ter a sua dose de acessórios, mas a Apple fez questão de lançar o mote ao criar dois acessórios complementares (opcionais, adquiridos à parte) para o seu novo tablet profissional:

• Apple Pencil
• Smart Keyboard

Essencialmente o Apple Pencil é um 'estilete' em esteróides, ou seja, vem equipado com uma série de sensores que o tornam numa ferramenta de elevada precisão para usar no ecrã do iPad Pro. Apesar de ter sido inicialmente pensado nos segmentos criativos como o do Design, as suas utilidades práticas podem extender-se para outros campos, como o da edição de documentos e elaboração de gráficos/apresentações profissionais.

Apesar de compreender as óbvias comparações entre o Apple Pencil e a S-Pen (do Samsung Galaxy Note), quis-me parecer que o tempo que a Apple investiu em aperfeiçoar esta sua ferramenta traduziu-se em resultados mais práticos e funcionais para os seus utilizadores.

Já com a Smart Keyboard, que cumpre a função simultânea de capa de protecção e teclado, a Apple parece ter-se inspirado na Microsoft e na sua 'Smart Cover' para o Surface. A Smart Keyboard não só é parecida esteticamente à proposta da Microsoft, como também parece funcionar de uma forma muito semelhante. Existem, porém, duas excepções: a primeira é a configuração do teclado, que aqui está adaptada para o ambiente Apple; a segunda é a ausência de bateria no Smart Keyboard.

Em relação a este último aspecto achei a solução da Apple muito interessante: outra das novidades não tão divulgadas no iPad Pro é o seu conector (para conectar o carregador ou cabos de transferência de dados). Através da tecnologia 'Smart Connector', a porta do iPad Pro é capaz de tranferir energia para alimentar o teclado. Estou curioso para ver que aplicações futuras poderão tirar proveito desta funcionalidade, já que descartar a necessidade de uma bateria vai tornar os acessórios muito mais finos, práticos e elegantes.

Por último, mas não menos importante...

 

iOS 9 no Apple iPad Pro

 

Apple iPad Pro

Imagem: Parsnip

O que eu acho ser interessante no iOS 9 é a sua íntima relação com o iPad Pro. Foi o próprio CEO da Apple quem admitiu que o novo sistema operativo foi desenhado com este tablet em mente, o que explica (e justifica) as suas funcionalidades multi-tarefa (que, volto a dizer mais uma vez, não sei ainda se serão replicadas nos novos iPhones, se serão exclusivas dos tablets).

O modo multi-tarefa já veio tarde, mas pelo menos parece assentar num formato suficientemente funcional: o utilizador pode agora correr duas aplicações em simultâneo no iOS, lado a lado. Se houvesse uma palavra-chave que resumisse na perfeição tudo aquilo em que o novo iOS se baseia, essa palavra-chave seria 'Produtividade'.

Outras novidades incluem uma capacidade de aprendizagem contínua sobre os hábitos do utilizador, o que idealmente se traduziria numa experiência progressivamente melhor talhada às exigências de cada um. E se neste aspecto ainda tenho algumas dúvidas, ao mesmo tempo considero bem-vindas as novas sugestões de aplicações (baseadas nas apps mais utilizadas por aquele utilizador em particular), bem como o novo sistema de notificações ou a interface de sugestões Siri, que junta os contactos/apps favoritos do utilizador, locais próximos e histórias relevantes.


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