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Compreendo
Análise. Xiaomi Redmi Note

Análise. Xiaomi Redmi Note

sexta-feira, 08 agosto, 2014 /
Análise. Xiaomi Redmi Note

O Xiaomi Redmi Note é Dual SIM, e está disponível por um valor que definitivamente vai interessar aos consumidores portugueses

Análise. Xiaomi Redmi Note

A análise desta semana é ao Xiaomi Redmi Note (também conhecido por Hongmi), um phablet octa-core que nos foi cedido para testes pela Xiaomi Shop, que o está a comercializar por 230 dólares (o equivalente a aproximadamente 175 euros). Através do seu armazém europeu, os dispositivos conseguem chegar às mãos do seu destinatário em aproximadamente 24 horas.

Características técnicas:

• Android 4.2.2
• Ecrã HD de 5,5 polegadas
• Processador octa-core de 1,7 GHz
• 2 GB de RAM
• Câmara de 13 MP (Mais uma frontal com 5 MP)
• Suporte para expansão de memória (até 32 GB)
• Dual SIM
• 8 GB de espaço de armazenamento

Sim, leram bem - este phablet de 5,5 polegadas, equipado com um processador octa-core e 2 GB de RAM custa menos de 200 euros - o mesmo valor que um Motorola Moto G desbloqueado, por exemplo. Não será por acaso que a Xiaomi se converteu recentemente na 5ª maior fabricante de smartphones do mundo, tendo ultrapassado a Samsung e a Apple na China em termos de vendas.

Análise. Xiaomi Redmi Note

Primeiras impressões

Antes de avançarmos para a experiência Redmi Note, temos que dizer este phablet nao só é grande (deve ter quase o mesmo tamanho que um Samsung Galaxy Note 3, mas não tínhamos nenhuma unidade disponível para podermos fazer uma comparação directa). como também é pesado - com 199 gramas, o Redmi Note dificilmente passa despercebido dentro do bolso do utilizador (se lá o conseguir arrumar, claro).

As costas são removíveis, e são construídas à base de um plástico que nos recorda os materiais utilizados pela Samsung em modelos anteriores do Galaxy S - apesar de o podermos dobrar com relativa facilidade, é difícil quebrá-lo (mas também não experimentámos abusar da sua resistência).

Fama e proveito

Uma coisa é aquilo que lemos sobre um aparelho, outra é termos a oportunidade de o testarmos nós próprios. No caso do Redmi Note, apesar das suas especificações técnicas arrojadas, as expectativas estavam um pouco divididas pela incerteza - mas depressa ficaram ultrapassadas. 2 GB de RAM e um processador octa-core são mais do que suficientes para garantir um bom desempenho a qualquer Android, inclusive nos jogos com gráficos mais exigentes, e o Xiaomi Redmi Note não foi excepção.

Não foi tudo perfeito, claro: da primeira vez que instalámos um jogo para experimentá-lo no Redmi Note (instalámos o Dead Route), ao abrirmos a aplicação não conseguimos passar do ecrã inicial. A aplicação bloqueou e tivemos que a forçar a encerrar para voltarmos a experimentar. Depois deste início com o pé esquerdo, contudo, a impressão rapidamente se tornou positiva - o jogo correu sem nenhum arrastamento, e não voltámos a ter o mesmo problema.

Por via das dúvidas instalámos outro título para tentarmos perceber se o Xiaomi Redmi Note nos voltaria a dar problemas (desta vez foi o Get To The Chopper), mas não detectámos mais nenhuma situação semelhante - excepto, talvez, que devíamos ter optado por um jogo menos entediante!

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A maior desilusão no Xiaomi Redmi Note, em termos de desempenho, foi mesmo na sua câmara de 13 MP - bem sabemos que é uma excelente resolução, especialmente quando associada ao seu valor comercial, mas não pudemos deixar de pensar que bastaria à Xiaomi ter acertado alguns detalhes para tornar a experiência ainda mais interessante. A qualidade das fotos está muito longe de ser má, mas não é tão fantástica quanto os 13 MP possam sugerir.

Também a falta de um modo de captação de imagem rápido torna a experiência bastante menos agradável, algo lenta e por vezes a roçar o frustrante (quando tiramos uma fotografia em modo HDR, por exemplo, apesar das imagens não chegarem aos 2 MB de tamanho, o Redmi Note leva algum tempo a conseguir processar as imagens antes de nos permitir tirar a próxima fotografia).

O ecrã, apesar de ser em alta definição, oferece uma baixíssima densidade de píxeis. Isto não é, contudo, problemático - continua a proporcionar uma óptima experiência de navegação na web e de consumo de conteúdos.

Bem sabemos que não podemos ser mais exigentes tendo em conta a relação preço-qualidade, e temos a certeza que estes detalhes não irão incomodar todos os utilizadores que considerarem este um negócio justo.

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Bem-vindos à MIUI

A MIUI é a interface que a Xiaomi adoptou nos seus aparelhos Android (que no Hongmi Note é a versão 4.2.2). Esteticamente falando, é uma das interfaces mais apelativas que tivemos recentemente o prazer de testar - a começar pelo ecrã de bloqueio, passando pelos ícones modernos (reminiscentes das novas interfaces Android aplicadas em dispositivos mais recentes, e com uma estética capaz de recordar o aspecto do iOS 7/8).

Existem algumas semelhanças para com a interface da Huawei, na medida em que também a Xiaomi descarta a necessidade de camadas e coloca todas as aplicações do smartphone à nossa disposição no ecrã principal do aparelho. Isto é cómodo e conveniente, embora não seja o suficiente para fazer a diferença em toda a experiência de utilização.

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Alguns pontos bastante positivos, mas também obrigatórios caso a empresa queira começar a expandir a sua presença para o mercado europeu, incluem o acesso à Google Play (já uma vez testámos um smartphone de uma fabricante chinesa que não permitia aceder à loja da Google) e o suporte para várias línguas - no caso da unidade que recebemos, o Hongmi Note veio em inglês, mas é possível alterar o idioma para português e utilizá-lo naturalmente.

Ao contrário das inferfaces Android mais convencionais, e apesar de se manter intuitivo, utilizar o Xiaomi Redmi Note requer alguma habituação inicial - como os manuais de utilizador se encontram todos em chinês, torna-se bem mais difícil para quem não entende o idioma conhecer todas as funcionalidades dos botões do smartphone.

No caso do Redmi, temos à mesma três botões de navegação, mas os ícones (e as funcionalidades) são ligeiramente diferentes do habitual - com excepção do botão para voltar, o acesso ao gestor de tarefas é feito ao ficarmos a pressionar na tecla home (do meio). A tecla da esquerda encontra-se reservada para a personalização do aparelho (edição de widgets, atalho para aceder aos fundos de ecrã, configuração do launcher, acesso às definições).

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Também tivemos alguns ligeiros problemas iniciais com os sensores do smartphone, que levaram mais tempo do que outros aparelhos a perceber quando pretendíamos virar o ecrã e navegar em modo panorâmico. Mas todos estes detalhes são facilmente compensados noutros aspectos, nomeadamente no desempenho e na compatibilidade com um número elevado de aplicações mais exigentes, reservadas até há pouco tempo a aparelhos acima dos 400 euros.

Conclusões

A experiência do Xiaomi Redmi Note não é sublime ou perfeita, mas é muito boa para o valor a que se encontra disponível. De facto, dentro do mesmo preço, em Portugal talvez só fabricantes como a Wiko consigam proporcionar concorrência directa aos preços agressivos da Xiaomi.

Requer um certo período de habituação, mas no geral apresenta uma experiência já familiar para todos os utilizadores que tenham utilizado aparelhos Android anteriormente. O seu tamanho e peso conferem-lhe resistência, mas tornam-no também num companheiro obrigatório para viagens longas - ainda que para tal seja recomendável recorrer a um cartão microSD, pois os 8 GB, já limitados por natureza, estão quase totalmente preenchidos pelo software do telefone (5,77 GB, para sermos mais exactos).

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