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Uber. Empresa não tem descanso

Uber. Empresa não tem descanso

domingo, 28 junho, 2015 /
Uber. Empresa não tem descanso
Presidente da Antral fala em "justiça popular" contra a Uber em Portugal.

Não há dúvidas de que desde que a Uber entrou no mercado, que os transportes particulares nunca mais foram os mesmos. Considerada por uns como uma ideia revolucionária, moderna e sofisticada, ao passo que por outros ilegal e de concorrência desleal para com as entidades reguladoras dos transportes particulares (e.g., Antral), a Uber já enfrentou todo o género de acusações, entraves e infortúnios desde a massificação global dos seus serviços, que em alguns lugares durou pouco tempo.

Por várias vezes assistimos a algumas reviravoltas no que respeita à presença da empresa no mercado. Outrora proíbida na Alemanha por exemplo, hoje em dia providencia os seus serviços em terras germânicas mediante o pagamento de uma licença, à semelhança dos taxistas. Contudo em Portugal, a história é algo diferente. 

A revolta gerada pelo serviço em território nacional tem sido mais que óbvia, tendo inclusive sido apresentado um processo em tribunal contra a empresa, cuja consequência se traduziu numa ordem de paragem imediata dos seus serviços, assim como ao encerramento do seu website destinado a Portugal e subsequentes aplicações das principais lojas de aplicações móveis.

No entanto e ao que tudo indica, a Uber não parece estar a respeitar a decisão tomada pelo Tribunal da Relação de Lisboa, continuando assim a operar em Portugal. Depois dos desacatos que sucederam em França que terminaram com carros da Uber a serem apedrejados e incendiados, com os condutores retirados à força e mal-tratados, Florêncio Almeida, presidente da ANTRAL (Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros) afirma a probabilidade de se verificar um cenário semelhante em território nacional.

«É o que vai acontecer aqui qualquer dia». Continua, afirmando que «gostava que a solução viesse dos tribunais, mas quando a justiça não actua não há nada melhor que a justiça popular.»

Os acontecimentos em França vieram assim dar maior força à hostilidade evidenciada por parte dos taxistas portugueses contra a Uber que, a julgar pelas afirmações do presidente da Antral, tem os seus dias contados. De uma forma, ou de outra. 


 

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