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E-mails. Não os veja tantas vezes, pela sua saúde

E-mails. Não os veja tantas vezes, pela sua saúde

terça-feira, 09 dezembro, 2014 /
E-mails. Não os veja tantas vezes, pela sua saúde

A verificação constante de e-mails, bem como de outras notificações, pode ser uma fonte de stress adicional


Como está o leitor hoje? Esperando que a resposta seja definitivamente positiva, existe ainda a remota hipótese de ficar um bocadinho melhor.

Digo remota porque, bem, a solução prática não é tão simples quanto parece. Segundo um estudo publicado recentemente por investigadores da Universidade de British Columbia, a prática generalizada de consultar frequentemente os e-mails, bem como outras notificações, pode ser mesmo uma fonte de stress adicional.

Se já todos suspeitávamos de alguma coisa em relação a isto (se pesquisar no Google por dicas para reduzir o stress e a ansiedade, muitos dos resultados aconselham a controlar melhor esta compulsão), foi mesmo necessário um estudo que viesse validar esta hipótese.


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O universo de estudo consistiu num grupo de 125 voluntários (estudantes, analistas financeiros e médicos, entre outras categorias profissionais), que os investigadores decidiram dividir em dois grupos distintos.

O primeiro foi instruído a limitar a consulta dos e-mails (ao dia ou à semana) para três vezes, enquanto que o segundo continuou a consultá-los da forma mais convencional - constantemente, de forma rápida.

Os participantes foram, depois, questionados relativamente aos seus níveis de stress. As conclusões, como o leitor poderá imaginar, ditaram que houve uma relação entre a limitação da consulta de e-mails e a redução dos níveis de stress dos participantes.


A solução é simples: páre de os verificar tantas vezes. Contudo, e os próprios investigadores reconhecem isto, é mais fácil falar do que fazer. Os incentivos, no entanto, devem falar por si.

Kostadin Kushlev, principal autor do estudo, viu em si próprio as motivações para dar início a esta investigação - Kushlev deu por si a verificar constantemente os e-mails que pareciam nunca parar de chegar, num fluxo praticamente contínuo.

A limitação, afirma, permitiu-lhe reduzir os seus níveis de stress. Kushlev também acredita que as próprias empresas deveriam motivar os funcionários a limitar a consulta dos seus e-mails.

Os resultados foram publicados na Computers in Human Behaviour.

Por isso já sabe: concentre-se no que tem a fazer agora e deixe as notificações (isto é válido também para notificações de redes sociais) para mais tarde.


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