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Compreendo

Google Pixel 3 XL análise

quarta-feira, 06 fevereiro, 2019 /
Google Pixel 3 XL análise

The Rent Zone - Aluguer de Dispositivos Tecnológios

 

Em 2018, o Google Pixel 3 XL foi - ainda que temporariamente - considerado o smartphone com a câmara digital mais promissora. Temporariamente, porque recordo que houve um certo concorrente chinês que veio roubar esse título à Google.

Adicionalmente, trouxe Android 'puro' assente em hardware de topo.

Num mercado em que as fabricantes nos tentam doutrinar com serviços e aplicações que não queremos, o Android 'puro' é precisamente um dos grandes pontos altos do modelo.

 

O design não tem a mesma sofisticação ou elegância de outros modelos, mas eu diria que tudo isto é relativo (e superficial) quando olhamos para o smartphone como um todo, não apenas como uma peça de design para exposição.

Aqui encontramos acabamentos em Gorilla Glass (nos dois lados) e alumínio nas laterais. A traseira, que também é composta por vidro, e por isso é escorregadia, obriga a uma certa precaução quando seguramos no telefone.

Não seriam de esperar diferenças significativas entre o Pixel 3 XL e o Pixel 3, para além das óbvias: medidas e peso.

Mas há um detalhe técnico onde ambos divergem, e esse é o ecrã. No XL trata-se de um OLED da Samsung (6,2"), enquanto que no Pixel 3 é da LG (5,5"). É um ecrã óptimo na reprodução de conteúdos, mas é aconselhável utilizá-lo com o brilho no máximo quando debaixo de forte exposição solar.

 

O desempenho é certamente beneficiado pelo casamento entre software e hardware. Se 4 GB de RAM me parecem, de facto, pouco para um smartphone desta gama, não é menos verdade que a experiência 'limpa' do Android (aqui na sua 9ª versão, de raíz) contrabalança a necessidade de mais memória para funcionar adequadamente. Mais do que um jogo de números, trata-se de um jogo de eficiência.

O foco do Pixel 3 XL não é o hardware, mas sim o software. E por isso o seu bom desempenho deve muito à fluidez proporcionada pela experiência de utilização, não tanto aos músculos que a suportam.

Os consumos de bateria também estão mais inteligentes (graças também à intervenção de inteligência artificial), pelo que a diferença na autonomia de bateria é assinalável. Além disso, a presença de carregamentos rápidos assegura que o Pixel 3 XL recupera a autonomia em tempo útil (consegue obter 50% de autonomia em 30 minutos).

Mas é nos detalhes mais subtis que o Google Pixel 3 XL se destaca. O processador Titan M, com que a Google reforçou a segurança na utilização dos seus dispositivos, garante maior protecção - contra ataques de ransomware (verificando o arranque do dispositivo) ou na verificação de aplicações de terceiros. Essencialmente está atento a possíveis reversões/alterações no software, salvaguarda informações mais sensíveis (como o pin de desbloqueio do smartphone) e impede actualizações de software sem autenticação do utiizador. Entre outras novidades bem-vindas.

 

A câmara pode já não ser a melhor do mercado, mas à hora em que estas palavras foram escritas entrava facilmente em qualquer top 3 global.

O preço, esse, é o de um topo-de-gama. E por valores equivalentes, podemos encontrar propostas tão ou mais apelativas.

 

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