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O porquê dos smartphones ainda não substituírem os computadores para trabalhar

O porquê dos smartphones ainda não substituírem os computadores para trabalhar

sexta-feira, 20 setembro, 2013 /
O porquê dos smartphones ainda não substituírem os computadores para trabalhar

Porque é que os smartphones ainda não substituíram os computadores enquanto ferramentas de trabalho e produtividade?

Quase sete anos após a introdução dos smartphones tal como os conhecemos hoje, o seu companheiro móvel ainda não lhe substitui um computador portátil se o seu objectivo for o de trabalhar on-the-go. Tarefas relativamente simples como aceder a documentos de trabalho ou realizar validações requerem um computador para serem feitas com rapidez e eficácia. "A maior parte das aplicações móveis empresariais não prestam quando se trata de trabalhar em movimento", sugere-nos Ram Menon, presidente na área de Social Computing na TIBCO.

Uma das questões apontadas por Menon passa pela experiência de utilização deste género de aplicações em smartphones. De acordo com o próprio, neste segmento ainda existe um elevado número de programadores a tentar replicar num smartphone a mesma experiência de utilização de um computador. "As suas principais prioridades continuam a ser, por exemplo, portabilizar para Android uma aplicação java, ou refazer uma aplicação Flash para iOS".

O porquê dos smartphones ainda não substituírem os computadores

O que Menon quis dizer, por outras palavras, foi que as atenções têm estado focadas de forma errada - ao invés de serem criadas soluções que permitam resolver problemas, tornar os utilizadores mais produtivos e trabalhar, os programadores têm-se focado na "adaptação mobile", ou no simples acesso de dados através de dispositivos mobile.

Os utilizadores empresariais, ao fim ao cabo, não passam disso mesmo: utilizadores ou, por outras palavras, consumidores - e isto significa que apresentam a necessidade, da mesma forma que o consumidor comum, de usufruir de uma experiência móvel profissional da mesma forma que um utilizador normal tira partido de uma aplicação para o seu lazer. Ou seja: a experiência tem que se adaptar a um determinado grau de exigência. Para tal, afirma Menon, é necessário fugir do estigma da "adaptação" e conceber de raíz aplicações empresariais direccionadas para o utilizador.

O porquê dos smartphones ainda não substituírem os computadores

"isto significa casar funcionalidade com conteúdo que importa ao utilizador em pontos específicos no tempo. O utilizador quer agir, reencaminhar, criar e partilhar em tempo real com um simples deslizar do dado em oposição ao simples acesso e consumo de informação". E como pretende o utilizador comum realizar estas tarefas? "Com navegação simplificada, o mínimo de passos necessários para realizar a acção, e um teclado optimizado. A resolução de ecrã, as restrições do aparelho, os problemas de conectividade, tudo importa - não a equivalência ao desktop".

Conteúdos direccionados para consumo empresarial

"Por exemplo, digamos que está em um avião a colaborar com uma equipa de vendas e tem seis documentos a andar de trás para a frente", sugere-nos como exemplo. "Quando sair do avião, qual vai ser a primeira coisa que vai querer saber? Vai querer um update das versões mais recentes desses documentos para que possa regressar ao processo, não ter que descobrir através das edições a itineração mais recente".

Isto leva-nos à informação certa no tempo certo: "é chave para uma grande experiência mobile". E de facto os smartphones tal como os conhecemos hoje já nos proporcionam inúmeras formas de podermos tirar partido de uma interacção com eles: sensores, GPS e câmaras digitais que nos permitem tornar a experiência móvel em algo diferente de um desktop. O objectivo, segundo Menon, não deveria ser o de replicar ou equivaler a experiência, mas criar uma forma de trabalhar totalmente nova.

O porquê dos smartphones ainda não substituírem os computadores

Não deixa de ser uma opinião com alguns argumentos e observações pertinentes. A título de exemplo, e apenas para reforçar a questão da concepção de experiências de utilização, se nos recordarmos do porquê de os tablets equipados com Windows 7 nunca terem vingado no mercado, a resposta estará de certa forma relacionada com o que Menon partilhou: a experiência desktop não é igual à mobile, e as tentativas de a replicarmos não irão tirar total proveito do que estas tecnologias têm para nos oferecer.

E o leitor, o que acha? Concorda com a opinião de Menon? Alguma vez tentou editar documentos num tablet ou smartphone? Conte-nos a sua experiência e diga como gostaria de ver este segmento evoluir!

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