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Como as tecnologias móveis são usadas no combate ao vírus do Ébola

Como as tecnologias móveis são usadas no combate ao vírus do Ébola

sábado, 20 dezembro, 2014 /
Como as tecnologias móveis são usadas no combate ao vírus do Ébola

Aplicações e dispositivos móveis vão auxiliar a organização Médicos Sem Fronteiras a monitorizar doentes infectados

*Artigo publicado também no iOnline


A tecnológica Zetes vai participar no lançamento do maior centro de tratamento ao vírus do Ébola, destinado a monitorizar doentes infectados. Para tal, irá fornecer uma app que permite determinar a localização, o estado e o tratamento dos doentes através de dispositivos móveis. O sistema encontra-se em fase-piloto na Monróvia, na Libéria.

As condições actuais implicam que as informações sobre o estado dos doentes sejam partilhadas verbalmente ou através de folhas de papel digitalizadas manualmente na zona de risco elevado.


O sistema, descrito como sendo mais eficiente, robusto e fiável, vai permitir que os dados possam ser introduzidos, enviados e processados em tempo real. Também contribui para limitar os riscos de erro e propagação do vírus por transmissão nosocomial.

O sistema permite aos profissionais de saúde terem acesso à localização, estado e progresso de todos os doentes, em qualquer altura.


Como funciona

À chegada ao centro, cada doente recebe uma pulseira com um código de barras e um número único de identificação. Caberá aos médicos da MSF lerem o código de identificação para consultar o doente e introduzir as informações de diagnóstico directamente, utilizando um questionário apresentado no ecrã de um dispositivo móvel.

As informações são depois enviadas para a base de dados do centro, através de uma rede wireless. Os resultados permitirão determinar o tratamento a administrar pela equipa de enfermagem e higienistas, sendo as informações adicionadas à base de dados epidemiológica.


Dispositivos ultra-resistentes

De acordo com a Zetes, os profissionais da MSF trabalham em condições muito difíceis e exigentes, com temperaturas que atingem os 40º e níveis de humidade superiores a 90º. Além disso, devido ao pesado equipamento de protecção individual (EPI), são impostas limitações ao tempo que podem dedicar aos doentes.

Os equipamentos serão, assim, resistentes contra o calor, humidade e pó. Além disso também foram concebidos para suportarem líquidos, uma característica que a empresa tecnológica garante ser essencial, pois todo o equipamento tem de ser limpo com uma solução de cloro.


"A solução apresentada pela Zetes constitui a melhor resposta aos factores impostos pelas nossas condições de trabalho e pelo contexto geral. Tendo em conta a gravidade e a escala do problema, não podemos podemos perder tempo na investigação e desenvolvimento de uma nova solução. Precisamos de um sistema pronto a implementar, robusto e fácil de utilizar", disse Robin Vincent-Smith, gestor de projectos ELEOS (Ebola Link Emergency Operational Support) na MSF.

"A Zetes conta com décadas de experiência no sector hospitalar, tendo levado a cabo projectos em países africanos com condições extremamente difíceis. Temos todo o orgulho em colocar os nossos conhecimentos especializados ao serviço da organização Médicos Sem Fronteiras. Esperamos sinceramente que o nosso contributo seja útil", disse Alain Wirtz, Presidente do Conselho de Administração da Zetes.


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