NOTA! Este site utiliza cookies e tecnologias similares.

Se não alterar as configurações do seu navegador, está a concordar com a sua utilização.

Compreendo

Análise ao Moto G da Motorola

segunda-feira, 02 junho, 2014 /
Análise ao Moto G da Motorola

O que tem o Moto G de tão especial? A proposta da Motorola obteve feedback positivo em todo o mundo

 

Análise ao Moto G da Motorola

*Texto originalmente publicado no iOnline

Moto G - Foi lançado em Novembro de 2013 e combina especificações técnicas elevadas com um valor comercial acessível. Pode ser adquirido por 174,99 euros na loja online da Orange, que cedeu ao Jornal i/Telemoveis.com este equipamento para testes. O motivo do seu sucesso, segundo concluímos, não está apenas nas suas especificações técnicas competitivas (dentro da sua gama) nem nos seus preços acessíveis, mas sim na combinação destes dois factores com uma experiência de utilização de grande qualidade.

Especificações técnicas

• Ecrã de 4,5 polegadas (IPS LCD, 720 x 1280)
• 1 GB de RAM
• 8/16 GB de espaço de armazenamento
• Câmara traseira 5 MP
• Câmara frontal 1,3 MP
• Android 4.4 KitKat
• Processador quad-core 1,2 GHz
• Bateria 2700 mAh

Experiência Moto G - O primeiro aspecto a saltar à vista no Moto G não é o seu design (que, embora seja adequado à sua gama, não é especialmente destacável) nem a qualidade da sua construção (que confere resistência e durabilidade ao Moto G), mas sim o seu ecrã - tem 4,5 polegadas, é um IPS LCD de alta definição (resolução HD, ou 720p) e apresenta uma muito boa densidade de píxeis para a sua gama (326 píxeis por polegada).

Não ignorando o facto de ter um ecrã de alta definição, o seu tamanho é suficientemente generoso para garantir que, à falta de interesse em ver vídeos no Youtube, o utilizador também usufrui de uma boa experiência de navegação na internet: o ecrã do Moto G disponibiliza espaço suficiente para que o utilizador possa navegar pelos seus conteúdos favoritos sem necessariamente sacrificar a sua experiência de utilização, além de ser um tamanho suficientemente compacto para que o smartphone não se torne demasiado intrusivo dentro do bolso.

O Moto G também é rápido no arranque e apresenta-nos uma interface Android praticamente equivalente à que a Google utiliza nos seus smartphones Nexus, ou seja: rápida, livre de bloatware (aplicações pré-instaladas por fabricantes ou operadores) e com uma fluidez que poderá causar inveja a alguns concorrentes disponíveis no mercado por valores equivalentes. Esta mesma fluidez verificou-se durante as sessões de navegação na internet (o browser pré-carregado é o Google Chrome).

Nem tudo é perfeito - Se houver um motivo de queixa no Moto G, e aí voltamos a recordar que a Motorola teve de fazer algumas cedências para poder disponibilizar este smartphone por valores inferiores a 200 euros, então esse motivo estará relacionado com a câmara digital do Moto G.

Com 5 MP e equipada com flash LED, bem como autofocagem, a câmara do Moto G é capaz de proporcionar boas fotografias, mas não está à altura de toda ou qualquer situação - as suas limitações são mais notáveis em condições de pouca luminosidade, por exemplo.  A câmara do Moto G permite fazer Zoom até 4X, mas existe uma enorme perda na qualidade das imagens quando realizamos este processo.

A Motorola também aprimorou a aplicação da câmara digital do Moto G e tornou a sua interface mais minimalista, funcionando muito à base de gestos swipe (por arrasto) e de fácil habituação. As opções também são relativamente poucas, e por aqui não existe uma grande variedade de modos que tirem partido a câmara - no Moto G este simplesmente não é um aspecto essencial.

Tirar fotografias é uma experiência rápida, e basta tocarmos com o dedo no ecrã para capturarmos imediatamente uma imagem. Se mantivermos o dedo pressionado o Moto G começa a tirar várias fotografias em série.

O Moto G também oferece uma boa experiência de utilização a correr a grande maioria das aplicações que utilizamos no dia a dia, para as quais 1 GB de RAM servem perfeitamente, mas fica a perder quando corremos jogos mais exigentes neste aparelho.

Comclusões - O Moto G é provavelmente a proposta com uma das relações preço-qualidade mais sóbrias e atraentes do mercado: tem um bom ecrã, um bom processador quad-core e RAM suficiente para correr a grande maioria das aplicações que utilizamos diariamente. E tudo por menos de 200 euros.

Mas o Moto G não é apenas um smartphone com boas especificações técnicas para o seu preço. A qualidade da sua experiência de utilização, só por si, justifica a sua aquisição. A câmara é sem dúvida razoável e foi uma área onde a empresa, compreensivelmente, teve de cortar para poder justificar os seus valores comerciais sem sair a perder.

A falta de expansão de memória também é um aspecto que pode ser incomodativo para os utilizadores que fazem questão de levar consigo a sua biblioteca multimédia, mas é um obstáculo que pode ser facilmente contornado com um pouco de paciência para realizar transferências de ficheiros entre PC e smartphone - algo que aplicações como a AirDroid ajudam a tornar ainda mais fácil e cómodo.

Um destaque muito positivo vai sem dúvida para a autonomia de bateria do Moto G, que com uma utilização regular consegue tolerar entre 1 a 3 dias sem necessidade de uma nova recarga.

Análise ao Moto G da Motorola

16,956