Aplicações mobile, sim e porquê ter uma

Nesta altura já todos estamos convencidos de que o mobile é a nova grande cena na área das tecnologias de comunicação, pessoas de todos os continentes recorrem agora aos telemóveis como primeiro meio de acesso às comunicações electrónicas.

Num artigo apresentado num conhecido blog de tecnologias, da autoria do Dr. Jonathan Reichental, figura reconhecida na área da consultoria de empresas, fomos buscar as suas brilhantes sugestões e considerações sobre o actual cenário mobile.

Ao transpor aqui a informação original também fomos acrescentando a nossa experiência nesta área pois, afinal, o Telemoveis.com completa este ano o seu 13º aniversário. Há um número crescente de pessoas que usam telemóveis para a realização de algumas tarefas do seu dia-a-dia - desde efectuar compras online a serviços de análise de sangue, para verificação de niveis de insulina, entre outros -, ultrapassando o número de utilizadores que têm computador: 5 biliões de utilizadores de telemóveis, mais de 62% de toda a população mundial, contra apenas 2 biliões de pessoas com computador.

Dentro de poucos anos teremos mais pessoas a aceder à informação online através de telemóveis, ultrapassando computadores ou qualquer outra tecnologia. E essa sempre foi a nossa convicção aqui no portal.

Nos países em desenvolvimento, ter um telemóvel significa ter um estatuto superior. Em países desenvolvidos, o telemóvel está a abanar os alicerces dos modelos de negócio existentes, além de criar outros novos negócios ou formas de fazer negócio. O Mobile está a dar-nos a possibilidade de reinventarmos tudo, desde sistemas de saúde a métodos de pagamento, passando até por novas profissões.

Os smartphones, um segmento dentro dos telemóveis, com pouco menos de um bilião de utilizadores a nível global, está a crescer rapidamente e a tornar-se num símbolo de hiper-inovação. A concorrência renhida entre empresas como a Apple, Google, Microsoft e Research In Motion (RIM) acelera a criação de novas e inovadoras funcionalidades. O apetite do mercado continua a crescer e não há sinais de fadiga. A longevidade dos modelos e das suas versões é cada vez mais pequena. De facto, toda a indústria mobile está num momento de boom, de expansão. Só no ano passado ano os consumidores descarregaram 10 milhões de aplicações para iPhone.

De repente, o PC parece ser uma coisa do passado, enquanto que o telemóvel é o presente e o futuro. 

É tempo de agir.

Para um gestor ou director técnico, o mobile veio mudar as regras do jogo. Ao contrário de muitas outras tecnologias, em que uma estratégia imediata não é relevante, o mobile é agora o ponto de encontro e o local onde contacta com os seus clientes e utilizadores. Isto implica repensar toda a comunicação e a respectiva arquitectura de dados: a forma como uma mensagem é exibida, entregue e estruturada, além das inovações técnicas mais indicadas para a informação que pretende transmitir - trata-se, essencialmente, de saber como agradar e satisfazer as altas exigências dos consumidores. 

Temos 2 tipos de utilizadores para aplicações mobile: os nossos clientes, aos quais prestamos serviço regular e que nos acedem através do telefone, e todos os outros utilizadores, que ainda não conhecem a nossa marca e produto, e que nunca nos contactaram antes. Ambos com necessidades diferentes, mas também com grandes expectativas sobre o que lhes será apresentado. Fazer benchmark não é suficiente para se inspirar na sua nova aplicação, vai receber muitas sugestões e conselhos dos seus colaboradores, inspirados nas aplicações que utilizam nos seus smartphones, que serão sempre mais recentes e fantásticas. E, enquanto os seus actuais clientes podem ser mais permissivos a qualquer falha - ou falta de qualidade e funcionalidade - na sua aplicação, os novos clientes não irão pensar da mesma forma, pois não irão ficar surpreendidos.

Grande parte dos responsáveis nas empresas de comunicação ainda não estão interessados no mobile (e aqui não nos estamos a referir ao acesso ao email ou à gestão de um calendário): um dos principais obstáculos a esta abertura é a mudança que terão que enfrentar. Faz-nos voltar aos tempos em que as empresas e os gestores resistiam à web - e a realidade é que muitas ainda resistem, não conseguindo ter uma presença consistente no mercado. Outro factor crucial é também a falta de compreensão sobre todo este fenómeno do mobile.

Ter uma estratégia mobile não é - apenas - ter as suas aplicações acessíveis por um telemóvel. De início, poderá ser o primeiro passo, mas não será suficiente. Ter uma estratégia mobile significa repensar toda a experiência e utilização dos consumidores.

No mundo mobile, directores técnicos, accionistas e empresários têm que pensar como poderão tirar proveito da geolocalização, dos sensores dos equipamentos, do NFC (Near Field Communication), de câmaras, da voz, do toque e de como estas poderão ser transformadas em funcionalidades. E também não podem ignorar questões de fundo como a segurança, para proteger os direitos dos utilizadores.

É caso para dizer que o mobile veio acabar com a festa.

Quando já estávamos a ficar habituados a visitar sites animados e interactivos, quando algumas empresas e marcas conseguiram tirar algum partido da Web, eis que surgem visitantes mobile. A proliferação de equipamentos, e de diferentes sistemas operativos, veio complicar ainda mais o cenário. Hoje uma aplicação mobile, para ser interessante e ter sucesso, terá que ser criada em diversas versões - pelo menos uma versão web, outra para iPhone e outra para Android (que são as que consideramos básicas). Por outro lado, também terá que considerar o BlackBerry, o iPad e o Windows Phone, o que significa um grande esforço e investimento em programação (e design).

Nem todas as indústrias terão que fazer este investimento numa estratégia mobile. Mas não temos dúvidas que, se o seu produto ou serviço estiver a ter boa aceitação na web, será essencial para manter o sucesso do seu negócio (ou até mesmo garantir a sobrevivência deste) criar de imediato, e de forma agressiva, a sua estratégia mobile.

As empresas e os seus gestores terão que se posicionar rapidamente naquela que já é considerada uma revolução mobile. Nós, que trabalhamos e desenvolvemos tecnologias de comunicação, e que fazemos do digital o nosso dia-a-dia, não sentimos aqui qualquer interrupção, antes pelo contrário: para nós, esta tem sido uma evolução natural e óbvia. Mas, por outro lado, desde quando é que a grande parte dos empresários e gestores (e aqui podemos também incluir os nossos políticos) pensou que a internet poderia vir a mudar assim tanto as nossas vidas e vivência? Pouquíssimos. E será que estes empresários acreditam verdadeiramente de que isto se trata de um novo ciclo?

Nós acreditamos que o mobile vai alterar o mundo de uma forma que até agora nenhuma outra tecnologia foi capaz de fazer.

Podemos ainda não conseguir adivinhar o futuro, mas que estamos ansiosos por ele, estamos!

Sexta, 28 Janeiro 2011 01:03 Este artigo foi lido 4087
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